Aston Martin define o cronograma para a decisão de 2021 na Fórmula 1

A Aston Martin disse que a decisão sobre se deve dar sequência em seus planos para um motor de Fórmula 1 com os regulamentos de 2021 será tomada nos próximos nove meses.

O CEO da empresa, Andy Palmer, não fez segredo de seu entusiasmo pelas regras de 2021 na F1, que exigem uma versão simplificada do atual V6 híbrido. O ex-chefe do motor Ferrari F1, Luca Marmorini, foi contratado no ano passado como consultor e está trabalhando em um estudo de viabilidade para a Aston.

A Aston Martin é a principal patrocinadora da Red Bull Racing, e as empresas são parceiras no projeto do hipercarro Valkyrie. Mas Palmer admite que a Aston terá que provar para sim mesmo que pode fabricar um motor de F1 competitivo antes que qualquer acordo possa ser discutido com a Red Bull, e calcula que isso ficará mais claro no começo de 2019.

“Estamos pensando em 2021, então estamos trabalhando nisso. Mas se não podemos dizer ‘está certo para o teste com a Red Bull’ então isso provavelmente significa que não passamos no teste de ‘ser competitivo’, e temos que ser competitivos”, disse Palmer para o site ‘Austosport’.

“Há aproximadamente nove meses de trabalho à nossa frente para nos convencermos de uma forma ou de outra.

“Você tem ferramentas de simulação e trabalho, e isso lhe dá uma correlação bastante precisa entre o mundo dos testes e o mundo da simulação.”

Palmer disse que o projeto da F1 “ganhou impulso” dentro da Aston, mas não pode se tornar um compromisso firme se mais clareza sobre as novas regras.

“Não aconteceu nada que desvie a probabilidade, nada foi colocado em prática que diga que não podemos mais fazer isso, então continuamos a fazer o máximo de estudo prévio possível no contexto do que entendemos dos regulamentos, que não foram totalmente detalhados”, explicou.

“Podemos pelo menos dimensionar a oportunidade agora. O pouco que não sabemos sobre os regulamentos é sobre os custos máximos, e isso á parte integrante da nossa decisão de entrar no esporte ou não.

“Não temos dinheiro para queimar. Tem que ter um bom retorno, digamos, do que patrocínio direto, e essa é uma parte fundamental da decisão.”



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