Alonso aprova modernização da F1, mas diz que carros já não são os mesmos

Fernando Alonso é, atualmente, uma das vozes mais experientes e atentas do grid da Fórmula 1. Prestes a disputar sua 23ª temporada na categoria, o piloto da Aston Martin avaliou que o campeonato evoluiu significativamente desde sua estreia em 2001, mas apontou que nem todos os avanços vieram sem custos.

Em 2026, o bicampeão mundial se prepara para participar de mais uma mudança importante no regulamento. A partir desta temporada, a F1 passa a adotar uma divisão equilibrada entre motor a combustão e energia elétrica nos motores, além do uso de combustíveis 100% sustentáveis. Para Alonso, essas transformações fazem parte de um processo mais amplo de modernização.

Fernando Alonso (ESP) Aston Martin F1 Team AMR25.
Foto: XPB Images

Em entrevista ao The New York Times, ele destacou os pontos positivos dessa evolução: “A F1 mudou para melhor em termos de segurança, na venda do espetáculo ao público e na tecnologia”, afirmou. Ele também elogiou a eficiência dos motores atuais: “Temos unidades de potência incríveis, muito eficientes, com talvez 60% a menos de consumo de combustível do que há duas décadas, e com o mesmo desempenho ou mais — o que é notável.”

Apesar disso, Alonso avalia que o progresso tecnológico trouxe consequências negativas do ponto de vista do piloto. Para ele, os carros perderam parte da sensação de prazer ao volante ao longo dos anos. “A diversão ao volante talvez tenha dado um passo atrás”, disse. “Por causa da segurança e da tecnologia, esses carros longos e pesados não são mais tão ágeis como antes.”

Algumas mudanças recentes tentam corrigir esse cenário. Nesta temporada, os carros ficaram 20 centímetros mais curtos e 10 centímetros mais estreitos, além de 30 quilos mais leves. Os modelos serão apresentados pela primeira vez nos testes pré-temporada, que iniciam em 26 de janeiro, no Circuito de Barcelona, na Espanha.



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