O projeto para levar a Fórmula 1 de volta ao continente africano sofreu mais um revés, mas autoridades sul-africanas insistem que a iniciativa segue viva. Mesmo após dificuldades recentes, o governo do país afirma que continuará trabalhando para conquistar uma vaga no calendário da categoria.
A última corrida da F1 na África ocorreu em 1993, quando Alain Prost venceu a prova realizada no circuito de Kyalami. Desde então, questões financeiras e políticas impediram o retorno do evento ao continente, algo que o atual governo sul-africano tenta reverter.
O ministro do Esporte, Artes e Cultura da África do Sul, Gayton McKenzie, lidera o esforço para trazer o GP de volta ao país. No entanto, ele reconheceu no início deste ano que o processo é mais complexo do que o esperado. “No próximo ano, definitivamente não. Subestimamos o que é necessário para sediar um evento da F1”, afirmou à emissora ENCA. Mesmo assim, destacou que o trabalho continua e que a proposta está sendo reformulada com especialistas para torná-la mais competitiva.

Apesar de ainda não ter sido escolhido oficialmente como sede potencial, o circuito de Kyalami iniciou um caro processo de modernização para alcançar a homologação Grau 1 da FIA, requisito necessário para receber a categoria. As melhorias podem custar entre 5 e 10 milhões de dólares. Paralelamente, o governo tenta fortalecer sua candidatura com apoio político, incluindo uma visita do presidente Cyril Ramaphosa a um GP ainda neste ano. Segundo McKenzie, a viagem será estratégica para observar de perto a organização de uma corrida e fortalecer o projeto.
Mesmo com os esforços, as chances de um retorno da África do Sul antes de 2029 diminuíram após o anúncio de que a Turquia voltará ao calendário da F1 com um contrato de cinco anos. Com poucas vagas disponíveis e novos países interessados em sediar corridas, além dos altos custos envolvidos, a disputa promete ser dura, especialmente porque o projeto sul-africano depende principalmente de patrocinadores para viabilizar o evento.
