Abiteboul sobre extensão do calendário: F1 não pode ser um esporte do dia a dia

Ao invés de adicionar mais corridas ao calendário, o chefe da Renault F1, Cyril Abiteboul, diz que a F1 deveria reduzir o número de corridas, uma vez que isso “aumentaria maciçamente o valor” do esporte.

Nesta temporada, serão 21 corridas no calendário, a mais longa da história, incluindo a primeira rodada tripla do último mês – os GPs da França, Áustria e Inglaterra.

O ano que vem devem permanecer as 21 corridas, com a Alemanha supostamente deixando seu lugar para Miami.

E enquanto os proprietários da F1, a Liberty Media, falaram no passado sobre “25 corridas no calendário”, o chefa da Renault F1, Abiteboul, acredita que isso depreciaria a marca.

“Precisamos ser capazes de nos envolver com o fãs, mas é algo remanescente. Já estamos bem acima do que deveria ser algo especial”, disse Abiteboul ao ‘Motosport.com’.

“Precisamos transmitir uma mensagem de orgulho, motivação e energia. Com o calendário que temos agora, o entusiasmo não é o mesmo de quando viajávamos apenas 15 vezes por ano.

“Se não tivermos essa energia, será muito difícil transmitir isso externamente. Está quase se tornando uma rotina. Não deve ser um esporte do ‘dia a dia’. Nós precisamos desse equilíbrio, por isso precisamos ser extremamente cuidadosos.

“Entendo o motivo pelo qual, comercialmente, precisamos aumentar o calendário, mas, no que se diz respeito, seria uma contração maciça do esporte.”

 



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