Abiteboul: “Impossível sobreviver sendo apenas fornecedor de motor”

O chefe da equipe Renault, Cyril Abiteboul, acredita que não há cenário em que um fornecedor de unidade de potência possa administrar um negócio lucrativo na Fórmula 1, sem ter uma equipe própria.

A Honda anunciou recentemente que sairá da F1 no final de 2021, explicando que foi uma decisão baseada em recursos, já que a empresa quer atingir certas metas na indústria automotiva, em particular no que diz respeito à neutralidade de carbono.

Quanto à Renault, a equipe francesa vendeu sua participação na equipe de F1 no final de 2010, tornando-se exclusivamente fabricante de motores nas cinco temporadas seguintes, conquistando quatro campeonatos seguidos com a então cliente, Red Bull, antes de retornar como equipe própria em 2016.

Abiteboul explicou, porém, que é categoricamente não lucrativo apenas fornecer unidades de potência na F1, como a Renault fez naquele período e como a Honda está fazendo agora, desde que voltou ao esporte.

“Simplesmente não existe um caso de negócios para apoiar o posicionamento apenas do fornecedor do motor”, disse Abiteboul.

“Dado o custo da tecnologia e a péssima recompensa de marketing que você pode obter com isso, esteja você fazendo um trabalho bom ou ruim.”

Abiteboul confirmou que a decisão da Renault de retornar como equipe de fábrica, foi baseada no fato de que seu modelo de negócios como fornecedor de unidades de potência não estava rendendo dividendos, apesar de seu sucesso com a Red Bull.

“Para a Renault, foi exatamente a situação que vivemos em 2015, quando nos perguntamos se deveríamos sair ou voltar completamente como equipe de fábrica”, disse Abiteboul.

“Você pode imaginar algumas equipes que são melhores, que podem ser boas em parcerias com fabricantes de motores, de forma que um fabricante de motores não precise entrar em uma equipe.”

“Nós tentamos isso, falhamos, é por isso que não tínhamos escolha a não ser fazer o que estamos fazendo, que é administrar e possuir uma equipe de fábrica própria”, concluiu.

 

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