Massa: “Bridgestone pode surpreender na Hungria”

Pesadelo da fábrica japonesa em 2003, o GP da Hungria poderá deixar de ser um fantasma para as equipes abastecidas pela Bridgestone neste ano. A expectativa otimista é de Felipe Massa, que aposta numa nova relação de equilíbrio com a Michelin em Hungaroring daqui a duas semanas. “A Ferrari testou recentemente uma construção específica para a pista e os resultados foram animadores. Como a Sauber também corre com os Bridgestone, seremos beneficiados com essa evolução”, comemora.

Massa disse que esses pneus serão pelo menos meio segundo mais rápidos nos carros de Michael Schumacher e Rubens Barrichello. O ganho da Sauber é mais difícil de precisar. “Pode ser um pouco menos, a mesma coisa ou um pouco mais. A certeza é que os pneus são mais velozes”, diz Massa, que está aproveitando as férias da Fórmula 1 para colocar em dia os compromissos com os patrocinadores pessoais – Club Social e Aethra.

O Grande Prêmio da Hungria foi catastrófico para a Bridgestone no ano passado. Nos treinos classificatórios, Barrichello foi o melhor representante da casa, conquistando a 5ª posição com um tempo seis décimos pior que a pole da Renault de Fernando Alonso. Na corrida, o desastre foi ainda maior: Michael Schumacher, uma volta atrás do vencedor Fernando Alonso, foi 8º e o primeiro carro com pneus Bridgestone a receber a bandeirada. Na comparação das voltas mais rápidas, a surra não foi menor: Schumacher foi 1s2 mais lento que Juan-Pablo Montoya, da Williams, outra equipe abastecida pela Michelin.

Sempre suja, pela reduzida utilização ao longo do ano, com asfalto ondulado e pouco aderente, Hungaroring representou o ponto mais baixo da vitoriosa campanha da Bridgestone na última temporada. A Sauber também não guarda boas recordações da prova: Nick Heidfeld e Heinz-Harald Frentzen ficaram em 11º e 17º no grid, mais de dois segundos atrás do pole num traçado de 4.381 metros, e não fizeram muito melhor na corrida. Heidfeld terminou em 9º e Frentzen abandonou com pane seca.