No GP da Alemanha neste fim de semana, a Toyota vai estrear o tão esperado carro TF104B. Qual o nível de desempenho que a equipe espera atingir?
Há muita expectativa sobre o TF104B, com o qual correremos neste fim de semana pela primeira vez. Todos na equipe esperam que as coisas finalmente se acertem quando ele vier, e a partir de agora estaremos em uma posição melhor para lutar por pontos em todas as corridas.
Você correu com o novo chassi na última semana em Jerez, mas o pacote aerodinâmico só terá seu primeiro uso em Hockenheim. Qual será o tamanho do “pulo ao desconhecido” chegar lá com tantas partes não testadas no carro?
O fato de corrermos com o pacote aerodinâmico apenas em Hockenheim não significa um grande problema. Nosso túnel de vento nos dá resultados bem apurados, portanto temos uma boa correlação entre o túnel de vento e a pista. Também fizemos muitas simulações caseiras, teremos uma boa idéia do que poderemos fazer em Hockenheim. Agora que fizemos um shakedown do chassi, as coisas devem correr macias, mas o indicador real será mesmo em Hockenheim neste fim de semana.
Do ponto de vista de pilotagem, será difícil se acostumar às mudanças?
Não espero que acostumar com as diferenças no carro levará muito tempo, porque mesmo sendo um pequeno passo, é uma passo certo na direção certa. É sempre fácil se acostumar a algo que é melhor. Se fosse ao contrário, tenho certeza de que seria muito mais difícil se acostumar!
Isso faz com que a sessões livres sem erros fiquem ainda mais importantes?
Não acho que nossa abordagem às sessões de sexta será diferente do normal. Hockenheim é uma pista muito segura – e ao mesmo tempo que sempre há lugares pra se bater no muro, não há muitos muros aqui. O importante é fazer com que tudo ande como deveria e tentar achar um bom acerto para o carro, ao mesmo tempo em que conduzimos nossos trabalhos usuais de seleção de pneus.
Quão frequentemente você correu no antigo circuito de Hockenheim?
Eu corri no velho, longo e rápido Hockenheimring duas vezes na F3000. Era uma pista especial, com algumas características particulares, e completamente diferentes dessa nova. Era feita toda com retas longas e chicanes, tirando a parte do estádio. Portanto, deve-se achar um bom acerto para ambas as partes – pois para ser rápido em uma parte deve-se ser lento na outra.
Como a velha pista se compara ao novo layout?
A nova pista é legal e segura, mas agora é apenas uma pista normal – assim como muitas outras. O circuito é de pressão aerodinâmica máxima por toda sua extensão, portanto não se compromete muito nenhuma parte. Do ponto de vista de direção, é bem fácil se comparada à velha.
A velha pista de Hockenheim era palco de corridas espetaculares por causa das possibilidades de ultrapassagem. E na nova pista?
O novo layout ainda é melhor do que muitas outras pistas em termos de ultrapassagem. Temos uma longa reta aqui, com um grampo no fim. Isso faz dele um bom ponto de ultrapassagem.
Você conhece a área ao redor de Hockenheim?
Não conheço muito das redondezas aqui, na verdade. No ano passado ficamos num pequeno hotel a uns 20 ou 30 minutos da pista. Quando corri aqui antes fiquei em Heidelberg, que era muito bom.
A Alemanha é a casa da Toyota. Isso significa que muitos dos empregados da fábrica venham a Hockeheim?
Temos mais suporte do pessoal em Nürburgring, que é bem perto da nossa base em Colônia, mas temos muita gente vindo para Hockenheim, uma viagem curta de duas horas. É legar ter torcida.
Alguma previsão para este fim de semana?
Com a introdução do novo TF104B, estou ainda mais relutante em definir metas para o fim de semana. Vamos apenas ver como o novo carro se comporta e como ele reagirá ao circuito, e de lá começaremos.