Uma estratégia “diferente”, capaz de compensar na corrida a desvantagem dos pneus Bridgestone para os Michelin nos treinos classificatórios, deve ser a opção da Sauber no Grande Prêmio da França. Como lembrou Felipe Massa depois da tomada de tempos deste sábado, quando marcou a 16ª colocação (1min16s200) e ficou imediatamente atrás do companheiro de equipe Giancarlo Fisichella por apenas 27 centésimos de segundo, a tática funcionou nas etapas mais recentes e deve ser reprisada em Magny-Cours.
“Foi uma boa volta, levando-se em consideração a quantidade de combustível que levamos nos carros”, comentou Massa, deixando no ar a possibilidade de partir para uma parada a menos que as equipes que competem diretamente com a Sauber. A equipe suíça admite que não tem como enfrentar Toyota e Jaguar no qualifying, já que o rendimento dos pneus Michelin em uma única volta é sabidamente muito superior ao dos Bridgestone. Em ritmo de prova, no entanto, os compostos japoneses são mais constantes e podem dar à Sauber a chance de ganhar posições.
Massa e Fisichella vão dividir a oitava fila do grid. A Sauber, que estréia uma asa dianteira já testada na semana passada em Barcelona, acredita que poderá voltar à zona de pontos depois de passar em branco no GP dos Estados Unidos, em Indianápolis. Vítima de acidentes nos EUA e na prova anterior no Canadá, Massa diz que será importante passar pela primeira curva livre de qualquer problema. “Espero que desta vez eu tenha a sorte que me faltou nas últimas corridas”, disse.