Embora as equipes tenham praticamente concordado por unanimidade com a adoção de novo sistema de treinos classificatórios, os pilotos ainda desconhecem os detalhes do formato que entrará em vigor no GP da Inglaterra, no mês que vem. “Tudo o que sabemos, por enquanto, é que nos sábados haverá duas sessões de 25 minutos com intervalo de 10, e o limite de seis voltas em cada uma delas. Como o grid será definido ainda é um mistério que espero comece a ser desvendado neste fim de semana em Indianápolis”, afirmou Felipe Massa.
O piloto da Sauber, que domingo escapou ileso de uma batida forte nas últimas voltas do GP do Canadá, está desde ontem em Miami aproveitando o intervalo entre as duas pernas da fase norte-americana da Fórmula 1. Ele disse o fim da sessão individual foi amplamente comentado nos boxes de Montreal, sem que ninguém soubesse informar quais serão as novas regras. A Comissão da Fórmula 1 deverá esclarecer a questão na reunião marcada para dia 30 deste mês.
Massa lembra que circularam pelo menos três versões a respeito dos critérios para a formação do grid: a soma dos melhores tempos das duas sessões, a média das duas melhores voltas e simplesmente a volta mais rápida, não importando se registrada na primeira ou na segunda metade dos treinos. “Ninguém ainda foi capaz de me dizer o que acontecerá”, continuou.
As tomadas individuais nunca foram do agrado de Massa, que concorda com a opinião dominante de que o qualifying se tornou monótono e pouco atraente para o público. Ele observa, no entanto, que o atual sistema atende aos interesses das equipes pequenas, desprezadas pela cobertura televisiva no formato coletivo. “Todo mundo tinha o direito a uma exposição garantida de dois carros nos sábados. Agora, elas precisarão de algum tipo de compensação”, imagina.
Massa não participou do GP dos Estados Unidos de 2002. Nesta semana, correrá pela primeira vez no lendário circuito de Indianapolis. Como de hábito, vai percorrer o traçado na quinta-feira com uma motinho. “É o melhor jeito de aprender pistas novas. Mas, de qualquer forma, me adapto rapidamente a traçados desconhecidos. Bastam apenas algumas voltas”, garante.