Os pontos devem ter sido uma ótima conquista em Mônaco.
Para a equipe, pontuar quatro pontos em Mônaco é definitivamente um resultado satisfatório. Para mim, eu fiquei satisfeito em terminar em oitavo, especialmente depois de ficar parado na largada da corrida e ter que largar dos boxes. Cristiano e eu tivemos nossos problemas durante a corrida mas é ótimo que a equipe tenha pontuado com os dois carros. Eu continuarei levantando os espíritos de todos depois do ruim começo de temporada.
Você parecia ter algum problema com aderência na classificação.
De novo eu fiz uma ótima volta de classificação e acho que estamos extraindo 100% do potencial de nossos carros. Os engenheiros fizeram um ótimo trabalho mas o carro não é rápido o bastante. Eu sei que é um pouco frustrante para todos e uma vergonha, mas temos que continuar com grande entusiasmo e esperar pela melhora do carro que virá em Hockenheim.
Por que você teve esses problemas de aderência em Monte Carlo?
Mônaco é um circuito de grandes pressões aero-dinâmicas e a aero-dinâmica que temos agora não é o suficiente para esse tipo de pista. Nossos carros não gostam muito das curvas de baixa velocidade e a tração não é fantástica. Eu não estou dizendo que ele é ruim, mas tudo está relacionado com a falta de pressão aero-dinâmica. Se você tem muita pressão você tem mais aderência, mais tração, você pode passar melhor pelas zebras, tudo fica melhor.
Como você se prepara para as corridas quando você sabe da existência dessas limitações?
Bem, o que eu gosto na Toyota é que ninguém desiste. Tudo que podemos fazer é tirar o máximo do que temos e contiunar melhorando. Em Mônaco você nunca sabe o que pode acontecer e a corrida provou isso. Você não poderia dizer que o sexto e oitavo lugar eram esperados de carros que largaram em décimo terceiro e décimo quinto.
Você poderia dizer que a corrida de Mônaco em 1996 é sua melhor memória do automobilismo?
Mônaco em 1996 é definitivamente uma das minhas melhores memória porque eu venci. Eu acho que todo piloto de F1 sonha em vencer em Mônaco e eu consegui. É uma de minhas corridas favoritas e aquele ano foi ótimo, mas em 1997 nós tivemos um bom carro — foi bom também. Eu estava em terceiro lugar naquele campeonato antes de me acidentar. Eu tive uma grande batalha com Giancarlo Fisichella no molhado e terminei em quarto. A corrida de Mônaco desse ano foi a primeira vez qua pontuei lá depois de 1997.
Existe alguma preparação específica que você fez para Monte Carlo?
Não existe uma preparação específica que analisamos ou preparamos para Mônaco. No treino livre da manhã de Sábado eu estava tendo dificuldades e não senti muita confiança no carro – e em Mônaco você tem que sentir 100% de confiança se você considerar que um pequeno erro pode terminar sua corrida. Eu apenas me sentei com Mike Gascoyne e meus engenheiros e voltei as bases que conhecemos e fiz meu melhor. No fim, todos fizeram um grande trabalho e fiquei satisfeito com o resultado da classificação.
Como uma evolução pode ser feita no meio da temporada?
Eu acho que se esperarmos o TF104B ficar pronto em meados de Julho em Hockenheim, uma grande evolução pode ser feita com os níveis de pressão aero-dinâmica. Eu espero que seja uma grande evolução, pois o carro está demorando a ficar pronto um pouco mais que esperávamos, mas acho que é melhor esperar um pouco mais para conseguirmos uma evolução maior que pegar o carro antes e não conseguirmos um grande progresso. Para o momento, temos que fazer o que fizemos em Mônaco, continuar o trabalho e conquistar pontos que vierem em nossa direção.
Você gosta da atmosfera de Monte Carlo?
Eu amo a atmosfera de Mônaco. É uma das corridas onde você fica mais perto dos espectadores. Todos aproveitam muito, você pode ouvir as pessoas chamando seu nome e tem uma atmosfera bem íntima.
Quando você vê imagens de dentro do carro em Mônaco, tudo parece muito rápido por causa da proximidade das contruções, embora esse seja o circuito mais lento. Você tem a mesma impressão de dentro do carro?
A impressão é diferente quando você está dentro do carro, pois você está muito baixo e tem todas estas barreiras em sua volta. Você sente que está na cidade e nota todas as pessoas – obviamente não quando você está na volta de classificação mas quando está fazendo as voltas antes e depois da volta rápida você vê todas as pessoas com bandeiras e esses tipos de de coisas. É um lugar único.
A corrida em si é um pouco frustrante?
Ela pode ser um pouco frustrante, sim, pois é muito difícil ultrapassar. Em 1996 depois de muitos poblemas, eu ultrapassei sete carros no molhado e depois entrei nos boxes antes de todos. Quando estava em terceiro eu sabia que deveria forçar o máximo e nessa situação você corre muito risco. Mas se você tem um carro no meio do grid que pode terminar a corrida mas não pode lutar pelo pódio, você deve concentrar em não cometer erros e continuar para conseguir todos os pontos que puder. Por exemplo esse Domingo, eu tive grandes problemas, apenas fiz o máximo para terminar a corridas porque sabíamos que havia uma chance de pontuar, e pontuamos.