Felipe Nasr acredita que teria pontuado não fosse um incidente na primeira curva

Luis Fernando Ramos

Enviado especial a Monza (ITA)

Colaborou: Victor D. Berto, de São Paulo (SP)

O brasileiro Felipe Nasr, da Sauber, largou na 11ª posição e decidiu atacar logo na largada, mas foi aí que acabou sendo tocado na roda traseira pelo venezuelano da Lotus, Pastor Maldonado, que abandonaria na volta seguinte com problemas gerados pelo incidente, obrigando-o a trocar o pneu ao final da primeira volta e eliminando suas chances de lutar por pontos.

Em entrevista ao LANCE!/F1Mania.net, Nasr comentou sobre a sua corrida e o incidente que tirou suas chances logo na primeira curva:

“Corrida é assim. Às vezes essas coisas acontecem. Eu fiz uma ótima largada, pulei para 7º na primeira curva e fui tocado por uma Lotus (Maldonado), logo senti que tinha um problema na roda traseira e furou o pneu traseiro direito. Eu já estava dentro da curva, fazendo a tangência para a segunda parte dela e, de repente, tomei o toque. Este tipo de coisa eu não posso controlar”.

Ainda que não tenha conquistado pontos ou um bom resultado, o brasileiro conseguiu tirar um lado positivo e acredita que poderia estar na zona de pontuação caso tivesse passado tranquilamente pela primeira volta.

“O lado positivo é que o ritmo depois era muito bom, apesar de eu ter usado dois ‘stints’ de pneus duros. Provavelmente seria o suficiente para me manter entre os dez primeiros se não tivesse acontecido aquele incidente na largada. Fazer o que? Acontece”, continuou.

O brasiliense é reconhecido por lidar calmamente com as situações que enfrenta e acredita que assim ganhe experiência e aprenda a lidar com problemas que “estão fora do seu controle.

“A gente tem que estar preparado para receber essas coisas, porque acontece. Erros acontecem, falhas acontecem e, como eu falei, sempre temos uma corrida seguinte para olhar para frente. Sem dúvidas, nestas últimas etapas tive problemas, mas são fatores que estão fora do meu controle. Eu não vou mudar a maneira como eu venho fazendo o ano inteiro e isso só vai me deixar mais forte. Estou aprendendo muito e ganhando experiência”.

Nasr não encerrou a conversa sem antes destacar a boa corrida do seu companheiro de equipe Marcus Ericsson e repetir que teria condições de estar próximo do sueco.

“A boa corrida do Marcus Ericsson só comprova que tínhamos condições de brigar. Eu tinha condições de estar ali também”.

Sem grandes lamentações, Nasr encerrou a conversa com o LANCE!/F1Mania.net de cabeça erguida e demonstrando ansiedade de já ir para a próxima etapa: “Preciso pensar para frente e pensar que em Cingapura teremos um novo pacote aerodinâmico chegando. Não vejo a hora de ir para Cingapura”.



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