Que a Lotus vem enfrentando problemas financeiros não é novidade para ninguém, ainda mais depois de um dos seus dirigentes, Alan Permane, ter dito após o GP da Bélgica que “esta é a pior temporada que já tivemos financeiramente, sem dúvida. Nós temos dificuldades para levar as peças para as pistas a cada semana”.
Em Spa os carros e equipamentos da equipe foram apreendidos por oficiais de justiça locais por conta de uma disputa judicial que a equipe de Enstone enfrenta com seu ex-piloto reserva Charles Pic.
A equipe também enfrenta um número de processos por um número de credores, que, conforme a F1Mania.net informou na semana passada, inclui a Toyota e a Bell, na Alta Corte.
A revista britânica ‘Autosport’ apurou e revelou nesta terça-feira que a Lotus estaria aguardando um pagamento de 50 milhões de dólares por parte da PDVSA, petrolífera estatal venezuelana, pelos serviços de Pastor Maldonado.
A PDVSA pagaria adiantado entre julho e agosto pela vaga de Maldonado para o próximo ano. Mas, apesar de o piloto de 30 anos ter um contrato para 2016, a compra da equipe pela Renault pode significar que seu futuro é agora incerto, então o pagamento da conta foi suspenso até que uma decisão definitiva seja tomada.
Sem o dinheiro da PDVSA por Maldonado, a Lotus não consegue pagar suas contas ou investir no desenvolvimento do seu carro, que ainda conquistou um pódio em Spa com Romain Grosjean.
A Renault está avaliando suas opções de pilotos e conversando com a PDVSA e a Total, principal apoiadora de Grosjean, antes de comprometer-se com qualquer um dos dois pilotos. Acredita-se que Grosjean será mantido, enquanto é provável que a Renault honre o acordo para 2016 com Maldonado.
Apesar de todos os problemas financeiros e o que indicava a imprensa europeia na tarde desta terça, a Lotus confirmou que seus caminhões já deixaram a fábrica e estão a caminho de Monza para o GP da Itália deste fim de semana conforme o programado.
