Whiting sugere má fé da McLaren-Honda ao explorar regra de troca de motores

Charlie Whiting admite que enquanto a Honda não quebrou as regras na Bélgica, eles foram contra a “boa fé” com que foram escritas as regras ao trocar de motores duas vezes.

No começo da temporada o regulamento da Fórmula 1 afirmava que pilotos poderiam ter punições durante a corrida se não conseguissem cumprir toda sua pena no grid. O que significou que algumas corridas tivemos pilotos com ‘drive-through’ ou até mesmo stop&go para complementar a punição.

A McLaren, com sua nova parceira de motores Honda, foi a mais afetada por isto e os fãs reagiram de maneira revoltada já que as corridas ficaram confusas.

Assim, a regra foi alterada para afirmar que aqueles pilotos deveriam somente ter que largar do final do grid.

A Honda foi então a primeira a explorar isto. Em Spa, eles trocaram ambos os motores de Fernando Alonso e Jenson Button por duas vezes, incorrendo em uma punição total de 105 posições.

Mas dada a regra alterada, eles tiveram apenas que largar da última fila do grid. Adicionado a isto, eles agora podem usar aqueles motores nas próximas corridas sem novas punições.

O diretor-técnico e diretor de provas da FIA, Charlie Whiting, disse à revista alemã ‘Auto Motor und Sport’: “A FIA expressou suas preocupações ao Grupo de Estratégia. No entanto, tivemos a sensação que os comentários negativos de quase todas as partes sobre o sistema de punição com stop&go complementar na corrida estava afetando a categoria ainda mais”.

“Claro, a regra foi escrita com boa fé, e não para dar o incentivo de fazer o que a Honda fez”.



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