Charlie Whiting admitiu que a Fórmula 1 pode estar um pouco distante de introduzir os cockpits fechados. Mas depois do último incidente na Indy envolvendo a morte do ex-piloto de F1 Justin Wison, o diretor de provas da FIA admitiu que a Fórmula 1 precisa também continuar a trabalhar numa melhor proteção da cabeça dos pilotos.
No caso da morte de Wilson, ele foi acertado pela estrutura do bico do carro de um adversário que acidentou-se, levantando questões sobre se o mesmo problema poderia acontecer na F1.
“Nós não sabemos se nossos bicos são mais seguros do que na Indy”, disse Whiting à revista alemã ‘Auto Motor und Sport’. “mas eu posso dizer que nossos testes são bem restritos”.
“De qualquer maneira, falaremos com nossas contrapartes da Indy para ver se podemos aprender algo deste horrível acidente”, continuou.
Após a tragédia de Wilson, a FIA já comprometeu-se a reiniciar os testes em alguns conceitos de proteção de cockpit, incluindo um tipo de estrutura desenhada pela Mercedes.
Sobre o conceito de um cockpit completamente fechado, Whiting disse: “Eu não acho que este acidente (com Wilson) mudará nossas ideias em termos de cockpits fechados”.
“Nós acreditamos que as desvantagens superam os benefícios”, adicionou. “Ainda assim, continuaremos nossos esforços para encontrar uma maneira de evitar detritos voando em direção ao cockpit, mas esta não é uma tarefa fácil”.
Whiting disse que os resultados dos testes do próximo mês serão apresentados no começo de outubro.
