O chefe da McLaren, Ron Dennis, admitiu que Fernando Alonso esteve inconsciente alguns segundos depois do acidente que sofreu domingo, nos testes de Fórmula 1, em Barcelona.
Em coletiva de imprensa, a primeira desde o acidente, Ron Dennis explicou que a perda momentânea de consciência é normal em acidentes com um impacto tão violento como o sofrido por Alonso.
No domingo, depois de já ter realizado 20 voltas no circuito na sessão de testes, o piloto espanhol saiu de pista e bateu lateralmente num muro de proteção.
A McLaren voltou a apontar as “rajadas de vento imprevisíveis” na zona do circuito como causa do acidente, ao qual a FIA já abriu um inquérito.
Segundo Ron Dennis, antes de ter o acidente, Fernando Alonso já tinha advertido que “a curva era complicada por causa do vento”.
“Nada lhe bateu na cabeça, a perda de consciência foi uma consequência da forte desaceleração que a sua cabeça suportou após a colisão”, disse, reforçando não haver “evidências de que tenha perdido a consciência antes da batida”.
Ron Dennis disse, ainda, não ter qualquer indicação de que Alonso – que na sequência do acidente esteve internado três dias – não esteja apto para disputar o GP da Austrália, em 15 de março.
No entanto, o responsável da equipe britânica garantiu que essa decisão dependerá dos médicos.
“Não podemos determinar quanto tempo durará a recuperação. Teve uma perda de memória, normal nestes casos, e recupera de dia para dia. O que podemos dizer categoricamente é que Fernando Alonso não tem nenhuma lesão. Fisicamente está perfeito”, afirmou.
Antes do GP da Austrália, o piloto espanhol teria de passar um teste da FIA. “Não vejo qualquer razão para não passar os testes”, comentou Ron Dennis.