Na primeira rodada de testes no Bahrain, a Pirelli continuou a avaliar a interação entre os seus pneus e os carros de 2014, beneficiando do bom tempo, representativo do que se deverá ver ao longo da temporada e das diversas simulações de classificação, corrida e paradas nos boxes feitas pelas equipes. Em Sakhir, além de todos os compostos de 2014, esteve disponível um duro de inverno com um aquecimento mais rápido, que poderá ser útil na ausência de cobertores de aquecimento em 2015.
Paul Hembery, diretor-esportivo da Pirelli, considera que “as equipes puderam aprender mais sobre os pneus que em Jerez há duas semanas, graças às condições climáticas ótimas”. Apesar de cauteloso por ser ainda cedo, o britânico explicou que “os dados dos testes até agora indicam que os pneus de 2014 são mais consistentes e duráveis do que os seus antecessores. Como resultado, estamos vendo menos ‘macarrõezinhos’ no circuito, um dos nossos objetivos no início desta temporada”.
Mesmo assim, Hembery vê espaço para progredir com as melhorias do desempenho dos carros, acreditando que “as diferenças dos tempos por volta que temos visto entre os compostos deverá diminuir, principalmente quando as equipes descobrirem mais aerodinâmica ao longo da temporada”.
Entre as 2.322 voltas dos quatro dias, sexta-feira foi o dia mais movimentado, com 695 voltas. Os pneus supermacios são, em média, cerca de 0,7s mais rápidos que os macios, que por sua vez superam em cerca de 1,2 segundos os médios. Estes, por sua vez, são mais rápidos em cerca de 1,3 segundos face aos duros.
O melhor tempo dos testes (1m33,283s por Nico Rosberg) foi efetuado com um conjunto de pneus macios, tendo sido igualmente o alemão que registrou mais voltas (174).
De resto, por curiosidade, foram usados 199 conjuntos de pneus, com os médios a serem de longe os mais utilizados. Estes tiveram a série mais longa com 22 voltas, tal como os duros. Já os macios e os supermacios tiveram uma série de 16 voltas como a mais longa.