Tal como os homens da Renault já tinham explicado, existia a possibilidade das suas equipes rodarem com ‘ajustes de segurança’ nas suas unidades motrizes, que lhes permitiriam rodar sem correr o risco de ter problemas. Caso não o fizessem, e preferissem ir à procura do máximo que as unidades motrizes são capazes de fazer neste momento, seria por sua conta e risco.
Foi o que fez a Caterham, que depois de Marcus Ericsson ter completado cerca de 100 voltas na sexta-feira, optou por um cenário mais ambicioso para o motor, no último dia de testes. Só que o ‘tiro’ rapidamente saiu pela culatra, quando o Renault V6 Turbo parou na pista com apenas quatro voltas realizadas, com o jovem sueco ao volante do CT05.
Resolver o problema levou quase sete horas, e no momento em que Kobayashi entrou no carro, restava menos de uma hora para andar. O japonês não teve problemas técnicos durante a sua presença em pista, mas duas interrupções, causadas por Sutil e Raikkonen, impediram-no de fazer mais de 17 voltas.
No seu estilo típico, Kobayashi foi bastante pragmático sobre a situação: “Passei tempo demais à espera do carro, ainda assim, rodei 17 voltas e trouxe dados valiosos para a equipe. Agora temos os quatro dias do teste final. A Renault prometeu que vai estar mais forte na próxima semana e nós temos que acreditar neles. Não há nada de fundamentalmente errado com o carro, mas precisamos rodar mais, precisamos de um ritmo melhor, antes de podermos começar a trabalhar adequadamente em sistemas como o ‘brake- by-wire’ e sistemas de armazenamento de energia. Os tempos por volta da Mercedes são impressionantes e é isso que temos de visar quando chegarmos a Melbourne.”