Bernie Ecclestone não é mais o dirigente responsável por gerenciar os assuntos comerciais da Fórmula 1. A decisão anunciada nesta quinta (16) possui efeito imediato, porém o empresário de 83 anos ainda permanecerá envolvido na gestão da categoria máxima do automobilismo.
O anúncio surge depois de a justiça alemã ter confirmado que levará Ecclestone a julgamento por conta de um suborno ao banqueiro Gerhard Gribkowsky na época da venda dos direitos da F1, em 2006. A acusação se baseia em uma transferência secreta de 44 milhões de dólares de Ecclestone para Gribkowsky.
Apesar dos atuais donos da Fórmula 1, a CVC Capital Partners, estarem permitindo Ecclestone continuar em seu papel cotidiano, foi decidido que, enquanto o julgamento não for concluído, ele não será mais um membro do conselho. As datas de audiência ainda não foram divulgadas, porém são esperadas para abril.
Um comunicado emitido pela Delta Topco Ltd diz que o afastamento de Bernie foi tomado em uma reunião com os diretores. “Depois de uma discussão com a diretoria, o Sr. Ecclestone propôs, e o conselho concordaram que até que o caso foi concluído, ele vai deixar o cargo de diretor, com efeito imediato. O conselho acredita que é no melhor interesse de ambas as empresas e do esporte que o Sr. Ecclestone deve continuar a gerir o negócio em uma base diária, mas sujeito a uma maior monitoria e controle pela diretoria”, afirma a nota.
A administração da F1, assim sendo, passa às mãos de novas figuras de destaque. “A aprovação e assinatura dos contratos significativos e outros acordos comerciais deve ser agora a responsabilidade do presidente, Peter Brabeck- Letmathe , e o Vice-presidente , o Sr. Donald Mackenzie”, completou o comunicado.