Os alunos da Escola Politécnica da USP receberam nesta semana uma palestra no ritmo da semana mais veloz de São Paulo. Às vésperas do GP Brasil de F-1, que será neste domingo, em Interlagos, os futuros engenheiros tiveram a oportunidade de escutar e conversar com profissionais que trabalham na área de desenvolvimento dos combustíveis da Shell, parceira da equipe Ferrari há mais de 60 anos.
Em um evento promovido pela Raízen, licenciada da marca Shell no Brasil, os alunos tiveram a oportunidade de conhecer mais de perto o ambiente de trabalho da F-1, com a palestra de Luigi Fraboni, chefe de operações de motores na Ferrari, de Guy Lovett, gerente de tecnologia de combustíveis da Shell na F-1 e de Gilberto Pose, coordenador de combustíveis da Raízen.
“Essa palestra foi única, pois é a primeira vez que temos a oportunidade de conversar com esses engenheiros, perguntando quais foram as características necessárias deles para entrar na equipe. Podemos ver semelhanças com determinadas áreas que encontramos na faculdade, o que, sem dúvida, é uma luz para traçar nosso futuro”, disse Murillo Arabatgi, estudante de engenharia na USP e um dos 180 presentes na palestra realizada no prédio da Engenharia Civil, na Cidade Universitária, em São Paulo.
Segundo Lovett, essa linha direta com os alunos é fundamental para mostrar que cada aluno também pode se tornar um profissional de sucesso em e em uma área de atuação tão motivante.
“Ser apaixonado pelo esporte abre portas desde o início. Entrei na Shell com o único objetivo de estar na posição que ocupo hoje”, disse Lovett, que comentou os projetos que os alunos fazem na faculdade, como os projetos Baja. “Esta experiência é muito válida para aprendizado e também para o contato com futuros profissionais que também estarão nesta área”, completa.
Obviamente, começar pela Fórmula 1 é difícil, mas Gilberto Pose explicou que há outras categorias aqui mesmo no Brasil onde o profissional de engenharia pode fazer seu caminho: “A própria Stock Car, aqui no Brasil, precisa de profissionais que possam trabalhar em engenharia de competição e certamente uma experiência neste tipo de categoria pode abrir portas na Europa, como a DTM”, finalizou Pose.
Por RF1 Jornalismo