Sebastian Vettel: “Um dos melhores dias da minha vida”

Sebastian Vettel, piloto da Red Bull, que se tornou este domingo o mais jovem tetracampeão do mundo de Fórmula 1 ao vencer o GP da Índia, não escondeu a satisfação. O piloto alemão descreveu o momento como um dos melhores dias da sua vida.

“Estou sem palavras. Passei eternidades pensando o que dizer… Há tanta coisa para dizer num momento como este. Estou esmagado. É um dos melhores dias da minha vida”, afirmou Vettel, emocionado, após a vitória no GP da Índia.

O mais jovem piloto a sagrar-se tetracampeão do Mundo, com 26 anos, disse que, analisando os números e as estatísticas da Red Bull nos últimos quatro anos, “é incrível”, e foi por isso que dedicou a todos os elementos da equipe a sessão de ‘zerinhos’ e eufóricos festejos no final da corrida, em plena reta dos boxes.

“Trabalhamos muito duro todo o ano para que o carro ande bem. Mesmo assim podemos ter problemas, como se viu com o carro de Mark (Webber), porque é construída ao limite. Não sou egoísta e penso nos mecânicos, vocês ficariam surpreendidos se vissem os seus recibos de salário, se vissem o número de horas que fazem”, afirmou.

Vettel confessou que ainda tomou bem consciência da importância de ter igualado o número de títulos de Alain Prost e de estar somente atrás de Juan Manuel Fangio (cinco) e Michael Schumacher (sete).

“É difícil entender qualquer coisa que já ninguém pode me tirar, compreender tudo isto, colocar em palavras. Talvez compreenda quando tiver 60 anos. O mais importante para mim é ter o respeito dos pilotos contra os quais me bato”, disse Vettel.

O piloto de Heppenheim acrescentou que “nunca” se imaginou em tal situação, contando que via Fórmula 1 na televisão quando o espanhol Fernando Alonso (Ferrari), vice-líder do Mundial e campeão em 2005 e 2006 pela Renault, começou a correr e ganhava as suas primeiras corridas.

“Agora compito com ele. É extremamente talentoso, espanhol, apaixonado, foi o meu maior adversário nos últimos dois anos”, destacou Vettel. “Corro também contra Lewis (Hamilton), que tem muito talento, Mark (Webber), que está ao mesmo nível de Lewis, e Nico (Rosberg), que é subestimado. É diferente de outras temporadas. Michael (Schumacher) tinha carro para ganhar, mas criou essa situação, face a adversários muito fortes. Stirling Moss (quatro vezes segundo no Mundial) também tinha merecido ser campeão”, acrescentou.

Vettel comentou ainda o fato de ter sido vaiado no pódio, em Monza e Cingapura, após uma vitória na Malásia em que desrespeitou a ordem da equipe para conceder a vitória a Mark Webber, afirmando que compreende os fãs da Ferrari que o vaiaram, embora tenham admitido que é desagradável.

“Ser vaiado quando não fiz nada de mal foi duro, mas penso que respondi na pista, o que me deixa satisfeito. (…) Quando vou ao estádio ver um jogo de futebol, também posso vaiar, sobretudo se a equipe adversária marca um gol. Recebi uma carta com um pedido de desculpas, após Cingapura, de uma pessoa que me vaiou. (…) Haverá sempre os pró e os anti (-Vettel)”, frisou.



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