Quando Jenson Button cruzou a linha de chegada do GP da Malásia em terceiro lugar, toda a equipe BAR estava junto ao muro para comemorar o primeiro pódio do inglês e do time na Fórmula 1. Mas tanta alegria tinha um motivo extra, além da realização profissional: dinheiro.
David Richards, chefe da escuderia, prometeu a cada membro da equipe um bônus de 50 libras (cerca de 270 reais) para cada ponto conquistado pelos pilotos da BAR em 2004. Como Button somou seis na Malásia, cada um ganhou 300 libras (cerca de R$ 1.615), motivo de sobra para sorrirem de orelha a orelha.
Somando os três pontos conquistados por Button na Austrália, só em março cada membro da BAR faturou 450 libras, ou R$ 2.420. Somando os 360 funcionários da BAR, a conta chega a salgadas 160 mil libras (R$ 860,6 mil).
Apesar da facada, Richards é só alegria e diz que mal vê a hora de a BAR desenbolsar 500 libras a todos os funcionários, o que ocorrerá quando Button vencer seu primeiro GP (10 pontos), o grande sonho de toda a equipe.
“Esta é uma maneira de lutar contra a acomodação e acredito que o pódio de Button nos levará a lugares ainda mais altos. Temos de traçar metas altas, para que consigamos galgar os degraus rumo ao topo”, disse David Richards.
O único momento de tristeza dos mecânicos foi quando o japonês Takuma Sato, que vinha em oitavo, quebrou a quatro voltas do fim do GP da Malásia. Afinal, para eles, R$ 270 se foram junto com o motor Honda.