Mike Gascoyne, diretor-técnico da Lotus, acredita firmemente que a sua equipe estará em posição de lutar pelas posições do meio do grid na próxima temporada, depois de ter falhado esse objetivo em 2011.
Para o responsável britânico, as melhorias que estão planejadas para o próximo GP de Cingapura irão ajudar a Lotus a chegar-se às equipes mais experientes, apontando claramente à Toro Rosso, além de enaltecer ainda a chegada de Mark Smith, ex-projetista da Red Bull, para ajudar a equipe a lutar por outras posições.
“Nós dissemos que queríamos competir no meio do pelotão este ano, mas não o estamos fazendo. Estamos numa espécie de ‘terra de ninguém’. Mas conseguimos fazer grandes progressos este ano e estamos dois segundos à frente das outras equipes novatas, mas ainda a um segundo, segundo e meio, dos carros que estão à nossa frente”, afirmou Gascoyne ao ‘Autosport.com’.
“Seria bom estar lutando com os pilotos que estão à nossa frente no final do ano e conseguir bater os Williams e Toro Rosso e depois começar a partir daí no próximo ano e prosseguir. Eu acredito que poderemos consegui-lo. Estamos prestes a mudar o cerne do desenvolvimento para o carro do próximo ano após a parada de verão e penso que as coisas vão começar a desenvolver-se a partir daí”, afirmou, lembrando que a não utilização do KERS este ano foi uma decisão sensata apesar de prejudicial em termos de performance para a sua equipe.
“A única opção teria sido competir com o KERS da Red Bull e olhem para os problemas que eles têm tido. Foi a decisão certa. Os recursos que teriam consumido teriam sido enormes tendo em conta os ganhos. No próximo ano, quando estivermos na luta, é quando precisaremos dele. O que é que nos vai dar? Três décimos de segundo? Isso não nos faz diferença este ano, mas no próximo ano, vamos precisar do KERS”.