Bernie: “Foi o dia mais chato da história da F-1”

O regulamento da F-1 para esta temporada pode sofrer ajustes já na próxima etapa, o GP da Malásia, daqui a duas semanas.

Bernie Ecclestone, o chefão da categoria, disse que não ficou satisfeito com o novo formato dos treinos das sextas-feiras.

“Foi o dia mais chato da história da F-1”, declarou o dirigente inglês no paddock do Albert Park. “Os carros não iam para a pista, o público na arquibancada começou a ir embora. Mas eu não sou um ditador. Posso, no máximo, sugerir que pensem melhor nas regras.”

Na prática, porém, Ecclestone tem força, sim, para mudar a situação já para a prova de Sepang.

A partir desta temporada, a FIA, entidade máxima do automobilismo, adotou medidas para tornar o campeonato mais competitivo e barato para as equipes.

A mais polêmica delas é a que limita a cada piloto o uso de apenas um motor por final de semana.

Como foi criada também uma outra regra que pune com a perda de dez posições no grid de largada o piloto que tiver um propulsor estourado durante os treinos, poucos se aventuraram a ficar rodando nas sessões livres.

Em média, cada piloto reserva (não sujeito à punição) deu 37 voltas. Cada titular, apenas 27.

Quem menos andou no primeiro dia de treinos foi o hexacampeão Michael Schumacher: 19 voltas. Muito pouco para os torcedores, que pagaram cerca de R$ 150 para assistir à sessão.