BMW quer calendário da Fórmula 1 com 20 corridas

As equipes da Fórmula 1 podem suportar um calendário de 20 corridas caso os testes sejam reduzidos. Esta é a opinião de Mario Theissen, diretor de automobilismo da BMW.

“Pelo nosso ponto de vista, uma redução nos testes seria extremamente benéfica em termos de redução de custos, principalmente para as pequenas equipes”, afirmou ele no sábado.

“Posso imaginar mais duas corridas se os testes durante a temporada forem reduzidos… Estamos gastando muitos recursos escondendo o espetáculo, o que não faz sentido.”

“Se fazemos três ou quatro vezes mais testes do que corridas, isso não está certo”, prosseguiu Theissen, que supervisiona a parceria da BMW com a Williams.

A Fórmula 1 terá 18 corridas este ano, maior número na história, com novos circuitos na China e Bahrein. E Bernie Ecclestone declarou na sexta-feira que pretendia uma expansão ainda maior.

A Turquia deve se tornar parte do campeonato em breve, enquanto a Índia ainda faz contatos para ter uma corrida. Um segundo GP nos Estados Unidos e um primeiro na Rússia também são alternativas possíveis.

A Áustria não foi incluída no calendário deste ano e o GP de San Marino, em Ímola (Itália), também está ameaçado, à medida que o esporte tenta fugir da legislação da União Européia, que proíbe a propaganda de cigarros.

“O caminho a seguir é 20 corridas, sem treinos na sexta, treinos no sábado”, apostou Ecclestone.

“As equipes podem ser pagas por corridas em vez de gastar dinheiro andando em círculos quando ninguém está assistindo.”

O chefe de equipe Frank Williams está com a cabeça aberta para o assunto.

“Falando por nós, é mais trabalho para pessoas que já estão quase esgotadas em outubro”, comentou. “Acho que a maioria de nós, com exceção talvez de uma equipe, estaria disposta a reduzir os treinos.”

“Vinte corridas? No fim das contas depende se isso vai ser viável, quais serão as recompensas e onde serão realizadas, na Europa ou fora.”