Todos os pilotos têm as suas superstições. Desde entrar no carro pelo lado direito, usar botas de cor diferente, usar sempre as mesmas calças ou camisa que outrora lhes deu sorte ou usar amuletos diferentes. Fernando Alonso é um ‘viciado’ em numerologia. Por esse motivo, este ano pediu para ter o número 5: prefere ímpar, mas acima de tudo, foi com esse número que conquistou seu primeiro título mundial. Com este gosto pela numerologia, o espanhol faz-se valer disso para assegurar que ainda está lutando pelo título.
“Se eu comparar as quatro primeiras corridas do ano passado com as primeiras quatro deste ano, apenas tenho menos oito pontos: 49-41. Contudo, se somarmos os pontos obtidos nas mesmas corridas (Austrália, Malásia, China e Turquia) em relação ao ano passado, conclui-se que somo mais 13 pontos: 28 contra 41.”, disse Alonso ‘esquecendo-se’ que pode não ter o GP do Bahrain para correr, pois só aí alcançou 25 pontos.
O pódio na Turquia foi um catalisador para Fernando Alonso e para a Ferrari, e um impulso para os seus seguidores, que se apresentam este fim de semana em Barcelona com a moral em alta: “Está na hora! Eu precisava terminar um GP entre os três primeiros, porque não o fazia há muito tempo. Mas o mais importante é lutar pelas primeiras posições até o final da corrida. Se o fizermos com regularidade, estou convencido de que podemos ter muito a dizer na luta pelo título “, disse Fernando Alonso na sua coluna no site Ferrari.
Talvez por isso, esta semana antes da corrida espanhola tem sido vivida ansiosamente em Maranello, e se o desempenho do Ferrari 150th Italia for bom na Catalunha, significa que Alonso tem chances reais de chegar ao título:
“Foi uma semana excelente de trabalho em Maranello, que começou na terça-feira com um dia inteiro de simulador e só terminou na sexta-feira com uma reunião com os técnicos para preparar as próximas corridas. Foi um início de temporada abaixo do esperado. Vamos colocar a carne toda no forno, e esperamos levar para Barcelona algumas inovações que nos permitam dar um grande salto, especialmente na classificação. Acima de tudo temos de trabalhar para melhorar nessa sessão, pois se sairmos sempre do terceiro lugar, a batalha pelo primeiro lugar é muito mais difícil”, conclui Alonso.