É o que revelou o site da revista inglês ‘Autosport’ nesta terça-feira. De acordo com a publicação, as mudanças entram em vigor a partir do GP da Espanha, que acontece neste fim de semana, em Barcelona.
O site revelou que a federação enviou uma carta para as equipe avisando que o sistema será proibido. Muito utilizado neste início de temporada por algumas equipes e copiados por outras, o sistema de escapamento manda ar para a traseira do carro, fazendo com que a pressão aerodinâmica aumente, melhorando o desempenho.
Algumas equipes conseguiram desenvolver o sistema de uma forma que o ar fosse direcionado mesmo quando o piloto não estivesse com o pé no acelerador. Assim, a FIA resolveu acrescentar ao regulamento uma nova regra em relação ao acelerador. Agora, ele só poderá dar torque ao motor e não na aerodinâmica. Com isso, fica estipulado que a entrada de ar durante as freadas seja de, no máximo, 10%.
Alguns times sofrerão bastante com as mudanças, como os que utilizam 100% da saída de ar na aceleração, mesmo com as freadas, o que melhora muito os resultados na aerodinâmica.
“Isso vai afetar todos. As equipes têm desenvolvido seus sistemas de gestão do motor para conseguir o máximo de vantagem a partir do escapamento, e a FIA que nos empurrar para uma direção diferente, então haverá mudanças”, declarou Ross Brawn, chefe da Mercedes.
Christian Horner, chefe da Red Bull, também comentou a mudança nas regras e espera ver efeito em 90% do grid. “Eu acho que isso vai causar efeito sobre as equipes que estão utilizando o sistema. Isso deve acontecer para 90% do grid, se nós analisarmos quantos times estão correndo com os difusores. Isso não é algo único deste ano, é algo que começou ano passado, então vamos ver em Barcelona quais efeitos que isso vai causar”, Comentou.
Para a revista Autosport, Horner concordou que a mudança na regra poderia ser uma forma de tentar diminui a diferença entre a Red Bull e as outras equipes, principalmente nos treinos classificatórios. Recentemente, membros McLaren comentaram que a vantagem da equipe austríaca estava na eficiência de seu difusor.
“É a inevitável e infeliz conseqüência do sucesso”, comentou Horner, mesmo reconhecendo que todos serão afetados.