De acordo com uma notícia divulgada pela ‘BBC’, as equipes da Fórmula 1 concordaram hoje abandonar a ideia de uma revolução nas regras da Fórmula 1 para 2013, previstas pela FIA. Ao invés disso, as equipes pretendem colocar de pé um conjunto de regras muito menos radical, que permita manter os carros semelhantes aos atuais, mas ainda assim, reduzir bastante o apoio aerodinâmico e também o consumo de combustível.
Agora, a bola está do lado da FIA, restando saber se a entidade máxima do esporte motor vai forçar as mudanças acordadas no Conselho Mundial do final do ano passado, ou de alguma forma negociar com as equipes.
A Comissão da FIA pretende reduzir 35% do atual consumo, ao mesmo tempo em que passa dos atuais motores V8 2.4 litros turbo, por quatro cilindros 1.6 litros turbo com tecnologia de recuperação de energia (KERS). As mudanças pensadas anteriormente chegavam ao ponto de reintroduzir o efeito de solo na F1. A FOTA acha que a pesquisa e desenvolvimento seria muito cara.
Em uma reunião realizada durante o fim de semana do GP da Turquia, a FOTA e o Grupo de Trabalho da F1, que inclui engenheiros das equipes e Charlie Whiting, diretor de provas da FIA, acordaram um conjunto de regras, que agora têm de ser chanceladas pelo conselho Mundial da FIA.
As alterações incluem uma asa dianteira menor, dos atuais 1800 mm para 1650 mm, uma asa traseira com menor incidência aerodinâmica, semelhantes às utilizadas pelas equipes em Monza. Bicos dos carros mais baixos, manutenção do DRS, que parece estar resultando, restrições nas peças salientes nas carenagens, restrições no desenho das asas dianteiras, para limitar desenhos muito complexos, e por fim adiar o aumento do diâmetro das rodas.
Agora resta saber se a FIA impõe ou acata as sugestões da FOTA. O presidente da FIA, Jean Todt, já disse que as regras decididas pelo Conselho Mundial são mesmo para serem aplicadas. O próximo capítulo terá agora lugar na Espanha, onde estão previstas novas reuniões.