Liuzzi: “Espero que em Mônaco o DRS seja utilizado num local seguro”

A possibilidade de utilização do DRS (sistema de redução do arrasto na asa traseira) nas estreitas ruas do circuito de Mônaco está longe de gerar consenso entre os pilotos. Se elementos como Rubens Barrichello já consideraram que a sua permissão é “simplesmente errada”, admitindo que possa ser perigoso, outros, como Vitantonio Liuzzi acreditam que a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) tomará a decisão mais acertada quanto ao local a utilizar pelos pilotos para a sua ativação.

Contudo, de acordo com o piloto italiano, a hipotética colocação da zona do DRS no interior do túnel não será a mais acertada, alertando que daí poderá advir problemas de segurança para todos os participantes.

“A nossa principal interrogação tem a ver com a corrida, já que se pudermos utilizá-lo no túnel será mais perigoso caso haja um acidente. Espero que seja usado de forma inteligente e que a coloquem (a zona de ativação) numa boa posição para utilizar em corrida”, disse Liuzzi ao site ‘Espnf1.com’, adiantando que o melhor local “talvez seja na reta de chegada ou na subida para o Casino ou após a curva na saída do túnel, embora aí não faça sentido usá-lo. É uma escolha difícil, mas estou certo de que a FIA tomará a decisão correta”.

Liuzzi defendeu, ainda, a emoção que o sistema DRS trouxe às corridas: “Claro que torna a competição mais artificial porque a diferença (em velocidade) assim que se usa é enorme e as ultrapassagens são muito mais fáceis. Mas o problema é que quando não existiam muitas ultrapassagens as pessoas também se queixavam. Penso que a competição que vemos agora é muito mais interessante do que nos anos anteriores porque há muito mais ultrapassagens e isso é bom para a F1”.