Por Victor D. Berto
O inglês Lewis Hamilton, da McLaren, quebrou a hegemonia de Sebastian Vettel, piloto da Red Bull, que já durava quatro grandes prêmios. Vettel ficou com o segundo lugar, seguido pelo australiano Mark Webber, seu companheiro de equipe, que fez uma belíssima corrida largando da 18ª posição.
O terceiro lugar no grid podia não ser o melhor lugar para se começar a corrida – atrás do líder até então imbatível Vettel e do lado sujo da pista -, mas a corrida quase não começou para Hamilton. Restando cerca de quatro minutos para o fechamento de boxes durante o procedimento de formação do grid, o carro do inglês ainda não havia deixado a garagem com um vazamento, correndo o risco de largar dos boxes e comprometer a sua corrida. O drama foi vivido até os últimos segundos disponíveis, mas, mesmo sem um pedaço da carenagem, Hamilton deixou a garagem da McLaren e foi para o grid, onde a sua equipe terminou de trabalhar em seu carro.
A largada ainda não foi o momento no qual Hamilton levou a melhor – foi Jenson Button, o seu companheiro de equipe e também compatriota, que, largando do segundo posto e do lado limpo da pista, assumiu a ponta após ultrapassar Vettel. Hamilton não teve a mesma sorte – tentou, mas não conseguiu, o alemão conseguiu se defender.
Começava então uma corrida cheia de disputadas e muito próxima entre, principalmente, os seis primeiros colocados. Muitas trocas de posição se sucederam, até que ficou clara duas estratégias de corridas usadas entre os pilotos, enquanto Webber ia abrindo caminho lá atrás.
A Ferrari e Sebastian Vettel adotaram a estratégia de somente duas paradas – duas pernas iniciais de pneus macios e uma longa de pneus duros -, enquanto os demais entre os primeiros colocados fizeram três paradas – fazendo três pernas curtas de pneus macios e a final de pneus duros.
A estratégia de três paradas provou ser a mais eficiente, já que na parte final da prova, com o pneu algumas voltas mais novo, tinha um desempenho superior aos que havia parado somente duas vezes.
E foi assim que Hamilton conseguiu ultrapassar em certo momento Vettel – isto depois de ter ultrapassar Rosberg e o seu companheiro Button, que lutavam em condições iguais de estratégia.
Nico Rosberg, piloto da Mercedes GP, parecia que faria frente aos líderes, mas no final da prova já parecia estar bem desgastado, fazendo com que caísse para o quinto lugar, mas ainda à frente do brasileiro Felipe Massa, da Ferrari, que ficou boa parte da corrida em segundo, usando a estratégia de duas paradas.
Se teve um piloto que superou todas as expectativas nesta corrida foi Webber fez muitas ultrapassagens e com três paradas e um ritmo muito forte na parte final da prova não sentiu dificuldade em chegar na terceira posição, não muito distante de Vettel.
Outro que teve uma corrida com bastante destaque foi o mexicano Sergio Perez, da Sauber, que fez diversas ultrapassagens arrojadas, mas, principalmente, exageradas, fazendo com que ficasse sob investigação durante dois momentos por toques forçados e mais tarde punido. Perez cruzou a linha de chegada na 17ª posição.
O outro brasileiro que disputa o campeonato deste ano, Rubens Barrichello, da Williams, não teve uma corrida fácil e terminou a corrida na 13ª posição.
Apenas um único piloto abandonou a corrida em Xangai: o espanhol Jaime Alguersuari, da Toro Rosso, que vinha em uma boa briga com o seu companheiro de equipe, o suíço Sebastien Buemi (14º), mas teve a sua corrida comprometida por um erro nos boxes. O seu pneu traseiro direito foi mal preso e, instantes depois do seu pit-stop, saiu, causando o seu abandono.
A Fórmula 1 volta em três semanas para o GP da Turquia, quarta etapa desta temporada.
Confira o resultado do GP da China:
1) Lewis Hamilton (ING/McLaren), 3 pit-stops
2) Sebastian Vettel (ALE/Red Bull), 2
3) Mark Webber (AUS/Red Bull), 3
4) Jenson Button (ING/McLaren), 3
5) Nico Rosberg (ALE/Mercedes GP), 3
6) Felipe Massa (BRA/Ferrari), 2
7) Fernando Alonso (ESP/Ferrari), 2
8) Michael Schumacher (ALE/Mercedes GP), 3
9) Vitaly Petrov (RUS/Renault), 2
10) Kamui Kobayashi (JAP/Sauber), 2
11) Paul di Resta (ESC/Force India), 2
12) Nick Heidfeld (ALE/Renault), 2
13) Rubens Barrichello (BRA/Williams), 2
14) Sebastien Buemi (SUI/Toro Rosso), 3
15) Adrian Sutil (ALE/Force India), 3
16) Heikki Kovalainen (FIN/Lotus), 2
17) Sergio Perez (MEX/Sauber), 4
18) Pastor Maldonado (VEM/Williams), 3
19) Jarno Trulli (ITA/Lotus), 2
20) Jerome d’Ambrosio (BEL/Virgin), 2
21) Timo Glock (ALE/Virgin), 3
22) Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania), 3
23) Narain Karthikeyan (IND/Hispania), 1
OUT) Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso), 1