Remarcação do GP do Bahrain tem de ser tomada até o início da temporada

Bernie Ecclestone, detentor dos direitos da Fórmula 1, deixou em aberto a possibilidade de reagendar o GP do Bahrain na temporada de 2011, apesar do cancelamento da prova que seria a primeira deste ano. Em declarações concedidas ao site oficial da Fórmula 1, Ecclestone enalteceu que uma decisão acerca da possível reinserção do Bahrain no calendário de 2011 tem de ser tomada até ao início efetivo da temporada, no final do mês de março na Austrália.

“Para fazê-lo (reagendar a prova), a FIA tem de alterar o calendário e o Bahrain candidatar-se a uma nova data. O Conselho Mundial da FIA vai reunir-se no início de março e deverá analisar a situação. Já falei com o presidente da FIA, Jean Todt, acerca da possibilidade de encontrar uma nova data e ambos concordamos que uma decisão tem de ser tomada antes do início da temporada”, disse.

Quanto às preocupações das equipes em relação à logística da organização da prova, o britânico considerou que “é tudo muito simples. Não precisamos de uma corrida de substituição na Europa ou noutro lado qualquer. Precisamos de uma corrida no Bahrain. Se o Príncipe for da opinião que o país está pronto para receber uma corrida, nós regressamos ao Bahrain. Penso que as equipes são suficientemente razoáveis para competir no Bahrain até na pausa de verão e apesar das altas temperaturas, porque é esta a maneira que temos de apoiar o país”.

Ainda sobre o tema, Ecclestone também respondeu às críticas lançadas à FIA e à Formula One Management (FOM) pela demora em tomar uma decisão acerca do eventual cancelamento da prova em Sakhir: “Isso não foi possível. Pouco antes da crise, almocei com o príncipe e não existia qualquer indicação do que estava para acontecer dias depois. Ele tinha muitas ideias para o futuro e pouco depois tudo se desencadeou. Quase não houve tempo para reagir. Claro que precisávamos de uma decisão a 21 de fevereiro e foi isso que lhe disse”.

“Ele perguntou-me o que é que eu faria se estivesse no lugar dele e eu respondi que ‘você está aí. Nós na Europa não estamos em posição para fazer um julgamento sério acerca das condições. Decida o que é melhor para o país’. De seguida, cancelou a corrida e penso que foi a decisão certa”, acrescentou.