Fernando Alonso revela preocupação com os seus motores

Fernando Alonso parte para o GP do Brasil com motores já ‘gastos’ e espera a bênção da chuva no Brasil para se defender do contra ataque da Red Bull. Com 50 pontos em jogo e apenas 25 pontos a separarem os quatro primeiros, nem o mais ferrenho dos fãs da Ferrari já dá o Mundial por ganho e os sinais de aviso da equipe têm sido constantes.

Alonso já relembrou várias vezes que “o mais difícil ainda está por fazer, porque a partir de agora não adianta terminar no pódio para garantir o título. Vou ter de ganhar mais uma corrida para ficar senhor do meu destino.”

Para a Ferrari a principal preocupação tem a ver com o fato de Fernando Alonso só ter motores bastante rodados para utilizar nas últimas duas corridas do ano. Os problemas sentidos com os V8 italianos na primeira fase da temporada estão, agora, causando muitas dores de cabeça aos técnicos de Maranello e, por isso, é de esperar que o espanhol rode pouco nos treinos livres de Interlagos e de Abu Dhabi, nos quais deverá utilizar a mesma unidade.

Daí que a possibilidade de chuva no primeiro dia de treinos em São Paulo seja quase uma bênção para o espanhol. Em contrapartida, Mark Webber, o outro piloto que depende apenas de si próprio para chegar ao título – duas vitórias nas corridas que faltam disputar dão-lhe o Mundial – está em posição mais privilegiada. A única vantagem de ter abandonado muito cedo em Yeongam foi mesmo a de ter ficado com um motor praticamente novo para Interlagos, pista onde a altitude de 800 metros em relação ao nível do mar afeta o rendimento dos propulsores e o australiano não terá de entrar em regime de economia para salvaguardar as unidades que vai utilizar nas duas últimas corridas do ano.

Vettel, que perdeu um motor na corrida coreana, está em situação semelhante à de Alonso – e foi já por isso que só fez nove voltas no treino livre de sábado em Yeongam contra as normais 15 ou 16 – enquanto Hamilton é quem está mais folgado neste particular e é, também, o candidato ao título que menos aborrecido foi por problemas de confiabilidade nos motores desde o início da temporada.

É também pela resistência dos motores aos quase dois mil quilômetros que devem durar que o Mundial se pode decidir, pois se qualquer dos candidatos necessitar de uma nova unidade já em Interlagos vai perder dez posições no grid de largada e complicar muito a sua posição no campeonato.