Pilotos aceitam o maior número de corridas no calendário

Com o calendário do Mundial de Fórmula 1 contando com o inédito número de 20 provas para 2011, são muitos os pilotos considerando que a categoria está adotando a estratégia correta, pois as provas são preferíveis ao antigo esquema de corridas e, depois, vários dias de testes por ano, agora proibidos pelo regulamento.

Questionados na entrevista coletiva antes do início deste fim de semana acerca do tema, Adrian Sutil (Force India), Lewis Hamilton (McLaren) e Michael Schumacher (Mercedes GP) mostraram-se receptivos à ideia de contar com mais grandes prêmios no calendário.

“Penso que é bom. No próximo ano teremos 20 corridas, então estou ansioso por isso. Será muito apertado, sem dúvida, mas não temos testes pelo meio. Em anos anteriores, quando não existia proibição dos testes, acho que o trabalho era ainda maior e o stress era maior e era ainda mais cansativo, mas continuamos em boa posição e continuamos viajando muito. Mas os locais aonde vamos são muito interessantes, portanto, penso que é bom ter 20 corridas”, começou dizendo Sutil.

Hamilton concorda, lembrando que “como piloto, adoro competir, então aceito bem essa medida. No entanto, é muito desgastante para a equipe, muito tempo longe da família, mas estou certo de que se falarem com qualquer um dos membros da equipe, não mudariam nada. Somos todos pilotos, estamos todos aqui porque gostamos do que fazemos. Penso que mais uma ou duas corridas não é prejudicial”.

Por sua vez, o mais antigo piloto da Fórmula 1, Michael Schumacher (cuja carreira se iniciou no GP da Bélgica de 1991), portanto de uma temporada em que os mundiais tinham 16 provas, também se mostrou favorável à adição de novas provas. “Estou muito ansioso por isso e estou de acordo com 20 corridas, mas se olharmos ao que tínhamos no passado costumávamos fazer uma corrida e depois testar, testar, testar e testar. Fazíamos muito mais”, considerou, lembrando que prefere fazer mais corridas do que testar. “Testes ocasionais sim, concordaria, mas não me importo de ter mais grandes prêmios por ano”.