É um ano difícil para Bruno Senna. Apesar de ter concretizado o sonho de competir na Fórmula 1 sua situação não é a das mais favoráveis. Sua equipe, a Hispânia, não tem um carro competitivo, ele está sem receber salários e ainda carrega consigo um dos o sobrenomes mais famosos do automobilismo mundial. Em entrevista para a edição de outubro para a revista ESPN, publicação da SPRING Editora, que chega às bancas no dia 7 de outubro, ele faz questão de frisar que um Bruno não é Ayrton e viceversa. “Vinham querer comparar o cara que estava na terceira corrida da vida dele com o tricampeão mundial Ayrton Senna no auge da carreira. Foi aí que eu desencanei de ler o que as pessoas tinham a dizer a meu respeito porque era só coisa destrutiva.”, afirma.
Com 27 anos, o piloto começou a correr tarde. Por causa disso, seus treinos foram ficando mais limitados. “Essa é uma das coisas que me fazem olhar para trás e pensar: Que imbecil, eu podia ter treinado pra cacete e ter começado de uma forma bem melhor, ter feito meu nome logo no começo”, lamenta Senna. Na entrevista, ele disse que está sem receber salários. “Eu acho que, neste ano, conseguimos ficar no zero a zero entre patrocínio e família. Não estou com dinheiro para comprar um carro. Estou a pé aqui (Mônaco), seria bom ter uma Scooter. Preciso tirar uma carta de moto”.
Apesar das dificuldades, Senna vive a expectativa de correr pela primeira vez no Brasil. “Estou louco para que chegue. Vai ser uma doideira”, diz o ansioso piloto, que formará o grid de Interlagos no dia 7 de novembro.