Eric Boullier: “Carlos Ghosn continua seguindo a equipe de perto”

Eric Boullier, atual diretor da equipe Renault de Fórmula 1, assegura que Carlos Ghosn, presidente da Renault SA e os mais altos responsáveis da companhia francesa continuam seguindo de perto a equipe, mesmo se é a Genii Capital que gere a equipe de F1.

Em entrevista ao site oficial da Fórmula 1, Boullier enalteceu que Ghosn continua acompanhando de perto a categoria e a evolução da equipe francesa: “Temos reuniões regularmente nas quais ele é informado de tudo o que diz respeito à equipe e isso é um sinal bastante positivo”, afirma Boullier, descartando que a marca esteja interessada em readquirir o controle da equipe.

“Esse rumores não têm qualquer fundo de verdade”, respondeu o responsável quando confrontado com essa hipótese. Quanto à questão dos pilotos para a equipe em 2011, continua a indecisão em torno de quem irá acompanhar Robert Kubica na próxima temporada. Admitindo que tudo está ainda em aberto, deixa entender que a posição de Vitaly Petrov está em análise e mostra-se lisonjeado com o interesse demonstrado por Kimi Raikkonen em retornar à F1 com a equipe francesa.

“O Vitaly tem de nos mostrar nas quatro corridas que faltam que ele é o homem a quem nós poderemos entregar o segundo lugar na equipe em 2011 para conseguir os nossos objetivos. Se ele não nos convencer não vai pilotar o nosso carro. Se nos satisfizer ficaremos com ele. Mas não nos pressionamos no que toca à escolha da dupla para 2011. Só uma pista: não vamos esperar até janeiro”, começa por dizer. Interrogado se a vertente financeira também tem peso na decisão, Boullier admite que a performance é o critério principal.

“Sei que um piloto russo seria apreciado e que a Rússia tem um grande potencial para todas as companhias presentes na Fórmula 1, Mas, para nós, a performance dos pilotos continua sendo o primeiro critério – só depois o passaporte. A performance bate claramente o lado do marketing porque se um piloto não for bom, o potencial do marketing também é limitado”, acrescenta.

“O Kimi contatou-nos. Mas, uma vez mais, o assunto principal passa por saber se mantemos o Petrov ou não. Em relação ao Kimi, gostaria de falar com ele pessoalmente, olhá-lo nos olhos e ver se tem motivação suficiente para retornar à Fórmula 1. Não faz sentido contratar alguém, mesmo que seja um ex-campeão se não tivermos a certeza de que está 100% motivado. (…) Mas o seu interesse é lisonjeiro, porque mostra que o nosso trabalho está sendo reconhecido e que nós somos tidos como candidatos ao título para o futuro”.