Di Grassi volta ao circuito de sua última pole

Apesar de se tratar de um circuito com média de velocidade mais baixa do que as Silverstone e Hockenheim, onde foram disputadas as duas últimas provas, a pista de Hungaroring, palco da 12ª etapa da temporada 2010 do Mundial de Fórmula 1, Lucas Di Grassi (Clear, Sorocred, Locaweb, Eurobike, Schioppa) demonstra bastante otimismo. A principal razão é o efeito positivo gerado pelas atualizações do carro, que demonstrou uma curva crescente de desempenho e permitiu ao brasileiro liderar a disputa entre os pilotos das equipes novatas durante o GP da Alemanha.

“A pista não é rápida, mas gosto de guiar lá. No último fim de semana que tive nessa pista, fiz uma pole e dois pódios”, lembrou o piloto, que ano passado disputava a GP2 e acumulou um segundo e um terceiro lugares na prova húngara, caracterizada pelo forte calor nesta época do ano. “É um circuito mais lento, mas mesmo assim eu gosto de guiar lá. O calor é sempre forte, então a preparação física conta bastante sempre que corremos na Hungria”, disse. Os compostos de pneus fornecidos pela Bridgestone para a prova serão os supermacios e médios.

“A pista não tem nenhuma curva de alta velocidade, é só de média e baixa. Além disso, a asfalto é bastante ondulado, então o acerto mecânico é o principal, que são as regulagens de suspensão, amortecedores, e o setup das molas. Isso vai ser muito importante”, apontou Di Grassi, que tem se notabilizado por boas largadas – em Hockenheim, o brasileiro conquistou oito posições, a ponto de seu companheiro de equipe, Timo Glock, elogiar o estreante, com quem lutou pelo título da GP2 em 2007: “O Lucas me passou na largada com uma manobra brilhante”.

O otimismo de Lucas se baseia no desempenho apresentado na última corrida. “Na Alemanha foi a terceira vez em quatro corridas em que eu era o mais rápido entre as equipes estreantes. Estamos numa posição muito boa para disputar com os carros da Lotus. Já estamos de igual para igual, e vamos tentar fazer o melhor em Budapeste”, disse.