A McLaren é a favor do retorno dos sistemas de recuperação de energia cinética (KERS) já na próxima temporada, com a equipe de Woking apelando a uma decisão rápida para não prejudicar a preparação da próxima temporada.
O engenheiro-chefe da McLaren, Tim Goss, explicou o ponto de vista da equipe britânica, que o ano passado foi das melhores representantes com aquele sistema a bordo dos seus carros: “Apoiamos inteiramente aquilo que a Associação das Equipas de F1 (FOTA) e a FIA estão tentando fazer em termos do KERS. Para introduzi-lo na próxima temporada, começa a ser um pouco tarde. Mas há muita gente trabalhando nisso”, afirmou Goss ao site oficial da F1.
“Compreendemos a necessidade do KERS para efetuar uma associação com a tecnologia dos carros de rua e acreditamos que o mais acertado é trazê-lo de volta. Vamos estar de acordo com aquilo que a FOTA e a FIA decidirem”, acrescentou o engenheiro, para quem o sistema pode ser facilmente melhorado e mais barato graças a tudo o que se aprendeu ao longo da temporada passada.
“Aprendemos muito quando desenvolvemos o KERS para 2009 e a Mercedes e nós tiramos grande partido do sistema. Mas, no clima econômico atual com restrições de custos, o melhor é limitar o custo do KERS de alguma forma, caso contrário, poderia tornar-se muito caro. Baixar o seu custo e aumentar a potência é algo que é realista. O lado negativo é que se vai tornar um pouco mais pesado e maior. Muito do desenvolvimento que conseguimos com o nosso sistema KERS no ano passado passou pela capacidade de reduzir o tamanho do sistema, o que o torna mais fácil de acomodar no carro e dá-nos a liberdade de distribuir melhor os pesos”, contou.
Quanto aos novos regulamentos para 2013, que deverão trazer motores mais ecológicos para a F1, Goss mostrou-se otimista num futuro positivo para a categoria: “No que diz respeito a 2013, penso que a F1 tem de seguir em frente e mostrar que está em linha com a era da eficiência de combustível. Apoiamos completamente tudo o que o Grupo de Trabalho dos Motores e a FOTA estão fazendo nesse sentido. O conceito de motores aspirados 2.4 V8 está ficando ultrapassado. Passar para os turbo e para o KERS é a coisa certa a fazer”, acrescentou.
“A F1 precisa se manter como topo do automobilismo e da performance dos motores, então precisa de uma fórmula que esteja associada a alta performance, mas também a eficiência de combustível. Em suma, a F1 está movendo-se na direção certa e nós a apoiamos”.