A competição faz parte da essência da Fórmula 1 e apesar da admitir retornar, a Michelin afirma que só o fará caso tenha concorrência. A marca francesa assegura o interesse da empresa na F1, mas nunca só.
No meio disto tudo, sabe-se que a Michelin negocia com a FIA e com as equipes o seu retorno à F1 em 2011, no que pode ser a solução para livrar a categoria de um sério problema, pois a Bridgestone continua insistindo que vai abandonar a categoria no final deste ano. Mas os franceses estão colocando condições bastante difíceis de serem aceites na totalidade para concretizarem o seu retorno e estão irredutíveis na questão de passarem a ser fornecedor único como é a Bridgestone atualmente.
Entre as várias condições, em primeiro lugar, já deixou claro que pretende ser paga pelos seus pneus, mesmo se os valores mencionados em Sepang não ultrapassam os três milhões de euros por equipe; depois, a marca de Clermont-Ferrand quer que os pneus traseiros a serem utilizados em 2011 tenham 18 polegadas de largura, para poder utilizar os mesmos moldes que já tem para o seu programa de Sport-Protótipos; e os franceses querem ainda receber rapidamente dois ou três chassis de 2010 para iniciarem testes em Miramas. Sem alternativas visíveis, as equipes poderão ter mesmo de aceitar as condições da Michelin, mesmo arriscando-se a ter de começar do zero os projetos do próximo ano.