A gravidade dos problemas da USF1 tornou-se um pouco mais clara depois de uma fonte anônima revelou detalhes do funcionamento interno da equipe ao site Autosport.com.
O membro da equipe disse que ele e vários dos funcionários do alto escalão da equipe haviam sido contratados mediante um suposto financiamento de três anos. É sabido que o desenvolvimento dos chassis da USF1 está atrasado e que na última semana a equipe de Ken Anderson pediu à FIA a possibilidade de pular as quatro primeiras corridas da temporada.
“Tem havido muito pouca movimentação em termos de planejamento formal e documentação. A folha de pagamento de janeiro teve atraso e isso começou a gerar dúvidas e certa comoção entre os funcionários. A maioria de nós chegou a conclusão de que … Sim, nós tínhamos sido enganados sobre o orçamento a longo prazo, e de fato a empresa tinha um problema de fluxo de caixa. Mas, como referi, esta realmente era uma questão secundária. Mas ainda preferimos pensar que se não tivermos um carro ou não demonstrarmos progresso, potenciais patrocinadores não terão interesse em nos procurar. No momento ainda há 60 pessoas trabalhando em Charlotte, mas 10 já foram embora”, concluiu o membro da equipe que não teve sua identidade revelada.
Anderson insistiu que sua equipe não foi erguida sob falsos pretextos e falsos financiamentos: “A história que relatou o funcionário é certamente torcida e unilateral. Há também contradições. Todo mundo que se dispôs a trabalhar aqui sabia exatamente no que eles estavam se metendo, ou seja, nosso compromisso em ter dois carros na pista no Bahrain”, disse ele ao site.
Para adicionar problemas, houve especulações de que o principal patrocinador da USF1, Chad Hurley estaria deixando a equipe americana e indo para a Campos Meta. Ainda há a possibilidade de que o piloto argentino Lopez vá para a Campos também e leve seu patrocinador pessoal com ele.
Como noticiamos aqui, a imprensa espanhola tem falado numa possível fusão entre a Campos e a USF1, o que teoricamente resolveria o problema das duas.