Fernandes: “A Fórmula 1 pode se expandir muito mais”

Tony Fernandes calcula que ele entrou na Fórmula 1 com a Lotus Racing em um “momento fantástico” e acredita que tem potencial para expandir-se para o ponto onde a categoria possa ser um esporte global.

O empresário da Malásia, com o apoio adicional do governo malaio e empresários, trouxe o histórico nome Lotus para o grid depois de uma ausência de 16, a custo da FIA que fez de cortes de custos a fim de atrair novas equipes no esporte.

Embora a decisão de montar um time completamente novo em um momento de problemas econômicos globais poderia ser visto como loucura, Fernandes – que fez fortuna com uma companhia aérea, a Air Asia – acha que existem muitas razões para estar otimista quanto ao futuro.

Na verdade, ele argumenta que, embora o campeonato de F1 tenha se expandido para o Extremo Oriente e Oriente Médio durante a última década, o fato de a maioria do seu apoio financeiro e espectadores permanecerem na Europa mostra que está apenas arranhando a superfície do potencial que existe nestes novos mercados.

“Quando eu entrei no negócio de linha aérea, foi logo após o onze de setembro e todos pensaram que eu estava usando drogas…” disse o empresário da Lotus a repórteres no lançamento do seu carro de 2010.

“Vejo oportunidades, quando outras pessoas veem dificuldades. Eu acho que é um tempo fantástico para entrar na Fórmula 1, acho que ainda não é um esporte global, você pode ter corridas em todo o mundo, mas ainda é realmente um esporte europeu.”

“Eu brinquei com Bernie Ecclestone, ‘Quando você tiver realmente um esporte global, Silverstone será uma corrida noturna, porque você terá um bilhão de pessoas assistindo na Ásia.”

“A receita que eles estão recebendo é realmente principalmente da Europa – na América do Norte isso ainda não funcionou e a Ásia é um mercado potencial enorme para a Fórmula 1, que quase não foi explorado.

A Lotus vem com o apoio financeiro de Tony Fernandes e do grupo de investimento de outros ricos empresários da Malásia, mas a equipe ainda precisa de grandes patrocinadores, como a Mercedes GP que conseguiu um laço gigante com a petrolífera malaia Petronas.

Fernandes, no entanto, está contente com a situação e espera por alguns contratos de patrocínio para os próximos dois a três meses – embora ele acrescenta que há a necessidade de adotar um novo negócio e modelo de patrocínio na F1.

“Acho que o modelo tradicional de patrocínio não vai estar lá para sempre, assim que nosso modelo de negócio – como você verá ao longo dos próximos meses – não se baseia apenas em ter adesivos no carro. Temos uma marca muito forte e sabemos que somos capazes de lucrar, por isso estamos muito confiantes na nossa capacidade de obter o nível de patrocínio e de dar Mike Gascoyne, Heikki Kovalainen e Jarno Trulli um bom carro. Nós não estamos preocupados com isso, ao longo dos próximos dois a três meses você vai ver patrocinadores surgindo”, concluiu Fernandes.