Índices de audiência para corridas de Fórmula 1 apontam que a categoria caiu em mais de 80 milhões para cerca de 520 milhões em todo o mundo em 2009, principalmente como resultado de corridas em horários incomuns, de acordo com um relatório do Grupo da F1 que controla os aspectos de difusão do esporte.
A queda de cerca de 13% é a primeira em cinco anos e veio como um golpe para o grupo da F1, pois é provável que haverá impacto sobre o preço ordenado nos contratos de transmissão que serão renegociados.
Nos últimos anos, a FIA tem feito malabarismos para responder ao lucrativo mercado europeu. O efeito foi sentido em certas regiões, especialmente na Ásia, onde há conflitos com outros esportes, mas também houve quedas nos países mais tradicionais como Espanha e Brasil.
O Reino Unido foi contra essa tendência, principalmente por causa do sucesso de Jenson Button e a BBC teve uma ascensão de 6% em sua audiência no primeiro ano, desde que recuperou o contrato de transmissão da ITV. O maior público do ano, foi para o Grande Prêmio do Brasil, quando 16,2 milhões assistiram Button conquistar o título de pilotos.
Bernie Ecclestone também alertou o público para não criar expectativas em relação à transmissões de alta definição da F1. Apesar da maioria dos outros esportes que adotarem a nova tecnologia, Ecclestone insiste em que não existe procura suficiente de estações de TV HD para fazer valer a pena.
“Se alguém garantir a transmissão, nós vamos fazer isso”, disse ele. “Nós vamos fazer um acordo, quando as pessoas estiverem mais interessadas”. Embora ele deu a entender que seria necessário mais do que apenas uma emissora de TV utilizando tranmissão em HD para torná-lo financeiramente viável.