Por Castilho de Andrade – Diretor de Imprensa do GP Brasil de F1
O autódromo de Interlagos poderá, pela quinta vez, consagrar o campeão mundial de Fórmula 1. Depois da corrida de Suzuka, o inglês Jenson Button tem 14 pontos de vantagem sobre Rubinho Barrichello e 16 sobre o alemão Sebastian Vettel, o vencedor no Japão. Se terminar o GP Petrobras do Brasil com dez ou mais pontos de vantagem sobre Rubinho, Button levará o título de 2009. Se Vettel, entretanto, vencer as duas corridas restantes, ele empatará com Button em número de vitórias. Neste caso, Button terá que abrir, pelo menos, uma diferença de 11 pontos sobre o piloto da Red Bull. Para ganhar o Mundial, Rubinho ou Vettel terão que adiar a decisão para a última etapa, em Abu Dhabi.
Interlagos, portanto, assistirá a mais uma corrida decisiva que promete ser muito interessante. Button buscando antecipar a conquista do Mundial e Rubinho, que anda muito bem neste traçado, e Vettel, tentando adiar a luta para o novo traçado de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes. A Rubinho não basta vencer – embora esse seja um velho sonho, desde que chegou à F1 em 1993. Será preciso ainda que Button não passe do quarto lugar. Mas o ideal para Rubinho é marcar 10 pontos e torcer para Button não terminar entre os oito primeiros colocados. Neste caso, com apenas quatro pontos de diferença, o brasileiro poderá sonhar com o campeonato em Abu Dhabi.
Rubinho Barrichello perdeu a chance de diminuir mais a diferença em relação ao inglês. Ele largou na frente mas terminou uma posição na frente do inglês, chegando em sétimo. Button foi o oitavo. A vitória de Vettel foi tranqüila e não chegou a ser ameaçada em nenhum momento da prova. A Toyota do Italiano Jarno Trulli trabalhou bem na pista e no Box e permitiu que o piloto italiano superasse Lewis Hamilton no pit stop, garantindo o segundo lugar. E Kimi Räikkönen voltou a pontuar para a Ferrari, terminando a prova em quarto lugar.
Fiel ao seu estilo desde a corrida da Inglaterra, Jenson Button não se arriscou em nenhum momento da prova. Nem pareceu se importar quando Rubinho conseguiu ultrapassá-lo. Mais uma vez, ‘correndo com o regulamento na mão’, ele não ofereceu nenhuma resistência. Seu objetivo era manter, mais ou menos, inalterada a boa vantagem que carrega desde o GP da Turquia quando venceu sua quinta e última corrida este ano. O resultado melhorou sua condição. Embora Rubinho tenha tirado um ponto, restam apenas duas corridas para o final. As chances de Barrichello e Vettel, portanto, ficaram muito remotas. Mas, do ponto de vista aritmético, perfeitamente possíveis.
Já o Mundial de Construtores deverá mesmo ser concluído no Brasil. A Brawn, que soma 156 pontos, só precisará de um ponto para ganhar o título. Ou meio ponto se a corrida for encerrada antes. A Red Bull tem 120,5. Em Interlagos e Abu Dhabi, a Ferrari, 67 pontos, disputará o terceiro lugar com a McLaren, 65 pontos. Como a McLaren vem se comportando melhor, ela teria mais condições de acabar em terceiro. A Ferrari conta com a ajuda de Felipe Massa, no Box de Interlagos, para reverter o quadro.
