A Renault revelou no Tribunal de Apelo da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), que decorreu na segunda-feira passada, cartas de apoio de quatro equipes do Mundial de Fórmula 1, as quais pediam para que a FIA anulasse o castigo imposto à equipe francesa.
Ferrari, McLaren, Toyota e Red Bull manifestaram o seu apoio à causa da Renault, a qual havia sido suspensa do GP da Europa devido à má fixação de uma das rodas do carro de Fernando Alonso durante a sua parada nos boxes, a qual viria a saltar no meio da volta. Logo após a corrida, os comissários reuniram-se e decidiram suspender a Renault por uma corrida, com a Renault apelando prontamente.
As cartas teriam como propósito recordar ao Tribunal de Apelo que o incidente provocado pela Renault não teve qualquer intencionalidade e que a penalização imposta à equipe era injusta e exagerada.
“O Tribunal de Apelo tomou nota das cartas de apoio que a Renault recebeu da Red Bull, McLaren, Ferrari e Toyota, as quais foram apresentadas a este tribunal. Estas cartas confirmam que duas das equipes acima mencionadas afirmam já ter tomado medidas para evitar os sérios riscos que estes casos levantam”, começa por dizer a FIA.
“Enquanto o Tribunal aceita as advertências da FIA de que as cartas não deveriam ser tidas como testemunhos de apoio, o tribunal considera que seria errado nestas circunstâncias ignorar as opiniões das outras equipes, que transmitiram por escrito com a intenção de serem apresentadas no tribunal”, acrescentou.
O Tribunal de Apelo da FIA mostrou-se sensível ao fato do incidente “não ter tido decorrido de forma consciente. Existiram erros nas ações da Renault, mas todas tiveram boa fé. Merecem uma sanção devido aos procedimentos de comunicação não terem sido suficientes”.
Este apoio de quatro das equipes rivais da Renault é, também, uma prova de que as relações entre as equipes no antro da F1 estão diferentes desde que a Associação das Equipes (FOTA) foi constituída.