Felipe Massa concede sua primeira entrevista após acidente

Felipe Massa deixou bem claro que o seu maior desejo é voltar a pilotar o mais depressa possível. Numa entrevista concedida logo à saída do Hospital AEK de Budapeste, o piloto brasileiro confessou a sua intenção de voltar a pilotar esta temporada.

“É uma sensação estranha. Sei exatamente tudo o que aconteceu: uma mola do carro do Rubens (Barrichello) se soltou e me acertou no capacete. Sei que algo me aconteceu, mas não senti nada quando aconteceu. Disseram-me que perdi a consciência no momento em que a mola me acertou no capacete e bati na barreira de pneus, e depois acordei no hospital dois dias depois”, começou dizendo Massa, acrescentando que tiveram de ser os médicos a explicarem o que lhe havia acontecido.

“Quando vi o Rob (Smedley, o seu engenheiro de corrida) ele perguntou-me se eu me lembrava do Rubens, mas a última coisa de que me lembro é de estar atrás dele no final da minha volta rápida na Q2 e depois é um vazio. É difícil de explicar. Sinto-me muito melhor agora e quero recuperar o mais depressa possível para voltar a pilotar o Ferrari”, observou o piloto brasileiro, que esteve nove dias internado em Budapeste.

Massa não esqueceu, também, todo o apoio que recebeu enquanto esteve no hospital e em particular nos primeiros dois dias após o acidente.

“Antes de qualquer coisa, quero agradecer a Deus. Depois, quero agradecer aos médicos da pista e do Hospital AEK de Budapeste, que fizeram um trabalho extraordinário por mim, e ao Dino Altmann, que veio aqui com a minha família e foi extraordinário nos últimos dias. Mas também quero agradecer a toda a gente que rezou por mim e que me escreveu através do meu site e do da Ferrari, desejando que tudo corresse bem. Muita gente me escreveu, muitos sem interesse na Fórmula 1, mas que ouviram falar do que me aconteceu: muito obrigado a todos e quero dizer que também rezo por eles”, agradeceu Massa.

Como não poderia deixar de ser, o seu substituto no Ferrari F60 em Valência, Michael Schumacher, também foi tema de conversa, com o piloto brasileiro admitindo que tenha pouco a aconselhar ao alemão.

“O Michael não precisa dos meus conselhos! Foi ele que me deu muitos ao longo da minha carreira quando competíamos juntos. Ele sabe como vencer, ele sabe como pilotar e ele é fantástico: entregarem o carro a uma pessoa tão fantástica foi a melhor escolha e estou certo de que todos ficarão contentes por vê-lo de volta às pistas”, disse, alertando, contudo, que “espero estar de volta às pistas com o Ferrari o mais depressa possível”.