Dirigentes admitem tempos difíceis na FOTA

Os relacionamentos na FOTA (Associação das Equipes de Fórmula 1) estão sendo levados ao limite depois de vários problemas este ano. A FOTA, formada no último ano, fez história em março quando todas as dez equipes concordaram em alguns planos de curto e longo prazos para melhorar a Fórmula 1, apesar de nem tudo estar bem dentro da organização depois de um controverso início de temporada 2009.

A última quarta-feira viu a conclusão de um debate sobre difusores duplos, depois de uma audiência no dia anterior ver um protesto da Ferrari, Renault, Red Bull e BMW contra a Brawn GP, Toyota e Williams. Apesar dos dispositivos estarem agora oficialmente legalizados pela FIA, alguns efeitos posteriores estão sendo observados. O chefe de equipe da Renault, Flavio Briatore, por exemplo, discutiu no sábado se a Brawn GP deveria receber uma parte dos direitos televisivos da F1.

“Eu acho que este é, inquestionavelmente, um desafio.”, comentou Adam Parr, chefe da Williams. “Quando você tem interesses comuns, é relativamente fácil trabalhar junto. Houve diferenças de opinião e diferenças de interesse sobre o inverno, mas Luca di Montezemolo (Ferrari), como chefe da FOTA, com a ajuda de Ron Dennis (McLaren) e John Howett (Toyota) em particular, reuniram todos. Eu acho que está mais difícil agora, simplesmente porque a realidade do que fazemos na pista é tão fundamental e tão importante, que é muito difícil pensar sobre uma figura maior enquanto você luta lá.”

Parr, enquanto admite que os tempos estão difíceis para a FOTA, disse que as equipes devem dar o seu máximo para manter um relacionamento saudável e o futuro do grupo. “Eu acho que isto precisa ser discutido dentro da FOTA.”, disse o chefe de equipe da Red Bull, Christian Horner.