Por Eduardo Azeredo
Ross Brawn, diretor da equipe que leva seu nome e que está envolvida na polêmica dos difusores, não acredita que as diferenças entre as equipes com relação à peça do carro atrapalhem a união das equipes dentro da FOTA – associação das equipes da categoria.
Ferrari, RBR e Renault protestam contra a legalidade dos difusores de Brawn, Williams e Toyota, mas Brawn, que também é o líder do Grupo de Trabalho Técnico da FOTA, não vê problema nessa polêmica com relação a união das equipes para outros interesses na categoria.
“O que me deixa satisfeito é que a FOTA continua trabalhando bem as suas obrigações e os seus objetivos. Este caso, tanto quanto posso dizer, não deteriorou a FOTA”, disse Brawn para o site inglês autosport.com
Brawn ainda fez uma comparação com outro esporte onde a disputa acirrada não impede uma atmosfera amistosa depois da disputa.
“Faço esta comparação com o rugby, em que no campo eles tentam se matar uns aos outros, mas depois acaba o jogo e vão beber uma cerveja. Têm de ser capazes de separar as duas coisas. E a FOTA tem de ser capaz de fazer o mesmo. Protestar as características técnicas de um carro adversário faz parte, é parte do evento, temos de supera-lo e dizer ‘ok, vamos ter um pequeno problema aí, mas vamos tentar fazer com que a Fórmula 1 melhore'”
O diretor da Brawn demonstrou confiança que a FOTA não sofrerá nenhuma cisão após o julgamento dos difusores no Tribunal de Apelação da FIA, marcado para 14 de Abril.
“Se o fizermos, e acredito que seremos capazes de o fazer, isso significa que a FOTA pode funcionar”, concluiu.