Por Eduardo Azeredo
Após os resultados positivos nos testes de pré-temporada, a Ferrari decidiu utilizar o Sistema de Recuperação de Energia Cinética (KERS) já no começo da temporada em Melbourne no próximo fim de semana, como informa a Autosport.
O anúncio da Ferrari vem depois da confirmação da Renault de que também usará o sistema – a primeira a confirmar o uso do sistema já na Austrália. Enquanto a BMW informa já ter o sistema pronto para corridas embora não tenha divulgado ainda quando será utilizado.
Mesmo com alguns problemas durante os testes e com a admissão da equipe italiana de que o desenvolvimento do sistema começou com atraso, a equipe conseguiu desenvolver o sistema satisfatoriamente. O plano, inclusive, sempre foi de contar com o sistema para todas as etapas do mundial conforme conta o diretor técnico da equipe, Aldo Costa, apesar de haver um plano alternativo preparado.
“O objetivo era chegar à primeira corrida com o KERS funcionando e sendo competitivo, mas também tínhamos um plano B: não um carro diferente mas uma versão sem o KERS,” disse Costa em janeiro.
Felipe Massa demonstrou otimismo com a decisão da equipe. “É uma peça super importante no nosso carro, que pode fazer a diferença. Acredito que a gente tem a possibilidade de usar o KERS sempre. Se tiver problemas, desligar o KERS e continuar. Acho que esse é o caminho pra gente seguir.”
Por conta de sua pouca estatura e seu pouco peso, Massa não vê muitos problemas com relação ao peso adicional do KERS.
“Já sou um piloto bem leve, não sou alto, tenho 1,67m , peso em torno de 60 kg sem macação; equipado, fica 63 kg. Continuo fazendo meu treino ainda mais intenso, para ter a força necessária do começo ao fim”
Apesar da utilização do sistema, Massa precisará de lastro para completar o peso mínimo regulamentar – “Com tudo, e o KERS, tenho um peso abaixo do limite da FIA, e tenho que repor com lastro, para acertar a diminuição de peso”, encerrou.
