Por Giovanni Romão
A montadora que deu rumo ao sete vezes campeão mundial Michael Schumacher, antes de sua entrada na Fórmula 1, pode ser o “norte” de Bruno Senna num momento importante de sua carreira.
Depois de ficar 10 anos afastado das pistas, devido a morte do tio Ayrton em 1994, Bruno voltou ao automobilismo e iniciou uma fase meteórica, buscando descontar todo tempo perdido longe da velocidade, quando chegou a cursar administração.
Com passagens rápidas pelas categorias de base dos monopostos internacional, Senna teve seu melhor ano em 2008, quando conquistou o vice-campeonato na GP-2, último degrau antes da F1, e abriu os olhos dos grandes dirigentes da categoria máxima da velocidade.
Negociações começaram com a Toro Rosso, Force India e, principalmente, a Honda. Tudo estava praticamente certo, quando a montadora japonesa anunciou sua saída da categoria, colocando em xeque a permaência da estrutura.
Senna manteve-se confiante e tudo parecia acertado. No entanto, um novo capítulo começa a ser escrito em sua carreira. À “SpeedWeek”, o diretor da Mercedes-Benz, Norbert Haug, comentou ter entrado em contato com o jovem piloto.
A montadora, parceira direta da McLaren, também tem forte ligação com a Force India e fornecerá motores para a “estrutura Honda”, ainda sem comprador anunciado, em 2009.
A idéia da Mercedes é de que Bruno dispute o campeonato de turismo alemão, DTM, neste ano, visando sua entrada na F1 em 2010. Durante o ano de 2009, Senna realizaria testes pela McLaren e suas parceiras.