Como o nome indica, o Fuji Speedway foi projetado como um “super speedway” ou seja, um circuito oval de altíssima velocidade. Os planos originais incluíam uma curva inclinada em cada uma das extremidades da reta dos boxes. No entanto, a falta de fundos resultou em o circuito ser redesenhado e construído com um traçado convencional, na década de 1960. Esse traçado recebeu duas provas de Fórmula 1, em 1976 e 1977. A F1 retornou à pista em 2007, depois de uma reforma comandada pelo renomado projetista de autódromos Hermann Tilke. O layout atual tem 4.563 m (2,835 milhas) de comprimento e conta com uma reta dos boxes ímpar, de cerca de 1,5 km.
“Fiquei muito impressionado com o Fuji Speedway”, afirma Rubens Barrichello. “A pista é muito mais interessante do que pensávamos originalmente, com um bom fluxo e algumas curvas fechadas desafiadoras no final da volta. Andamos pouco no seco o ano passado e, é claro, a corrida foi com muita chuva, por isso não temos uma comparação de como a pista poderia ser em um final de semana de corrida normal. No entanto, existem alguns pontos de ultrapassagem em potencial, o que é sempre bom ver em um circuito novo.”
Mesmo sendo Suzuka, para onde a F1 retornará no próximo ano, um dos seus circuitos favoritos, Jenson Button também gosta do desafio de Fuji: “Eu efetivamente gostei de pilotar no Fuji Speedway no ano passado e o circuito tem uma boa combinação de curvas tortuosas e uma reta dos boxes de alta velocidade. Diversas curvas têm ponto de tangência bem tardio, o que é bem incomum.”
O GP do Japão de 2007 também se destacou pelas condições meteorológicas extremas, como relembra Ross Brawn: “O clima foi o principal assunto em Fuji no ano passado, com nevoeiro e condições meteorológicas de monções afetando a classificação e a corrida. A localização da pista, na região montanhosa do Monte Fuji, assegura que ela seja susceptível a mudanças climáticas, por isso estamos esperando para ver quais desafios enfrentaremos desta vez.”