Ron Meadows fala sobre o circuito em Marina Bay

Representantes das equipes de Fórmula 1 visitaram Cingapura em julho, juntamente com a FIA. O Diretor Esportivo Ron Meadows nos fala da viagem.

“Ficamos muito impressionados com as instalações do circuito da Baía da Marina. As condições de trabalho serão excelentes, já que os boxes são muito espaçosos (6 metros por 20 metros) e cada equipe terá um mínimo de três boxes onde trabalhar.

“Na época da nossa visita as luzes tinham sido levantadas no início e no final da volta e, tendo visto as mesmas, eu não tenho qualquer preocupação sobre a visibilidade na pista. Em vez de usar viseiras alaranjadas, que tornam mais claro o campo de visão, os pilotos podem precisar usar viseiras ligeiramente escurecidas, porque a combinação das luzes do circuito, luzes traseiras de outros carros e luzes do painel pode ser bastante ofuscante.

“A única possível preocupação é no pitlane, porque as luzes estão posicionadas acima dos boxes. Isso significa que as rodas externas ficarão na sombra durante os pitstops, o que pode dificultar o trabalho dos rapazes com as pistolas. Mas isso será igual para todas as equipes.

“Quanto à pista em si, ela parece excelente. É um verdadeiro circuito de rua, que passa ao longo de alguns dos marcos mais famosos de Cingapura e, como Mônaco, ele será aberto ao público durante algumas horas por dia. Como ocorre em todos os circuitos de rua, a superfície não é tão lisa quanto a de uma pista permanente e a largura da pista varia. Algumas seções utilizam uma via rápida de três pistas, enquanto em outros lugares a pista é bastante estreita e as barreiras criam uma sensação de verdadeira clausura.

“Os organizadores esperam haver três pontos de ultrapassagem ao redor da volta e se isso se concretizar podemos esperar muito da prova. Um dos fatores mais importantes do final de semana pode ser a meteorologia. Chove freqüentemente durante o início da noite em Cingapura e a previsão indica que é provável que isso ocorra, o que acrescentará outra dimensão ao desafio.

“Em termos de equipamento e pessoal, estamos tratando Cingapura como uma corrida normal fora da Europa. No entanto, quando chegarmos trabalharemos com um cronograma revisado. Manteremos o fuso horário da Europa durante todo o evento, o que significa trabalhar à noite e dormir durante o dia. Muitos aspectos do final de semana da corrida serão passos no desconhecido para todas as equipes, o que deve tornar a prova uma experiência interessante.”