Pilotos da Honda comemoram progressos

Os pilotos da Honda Racing F1 Team, Jenson Button e Rubens Barrichello, chegaram em 12º e 16º, respectivamente, no Grande Prêmio da Hungria de hoje. Embora a equipe não tenha conseguido marcar pontos hoje, o final de semana trouxe um pequeno passo adiante em termos de desempenho, depois da colocação de novos desenvolvimentos no carro.

A largada no lado limpo da pista mostrou ser uma grande vantagem. Rubens começou forte, indo de 17° a 13° na curva 1, ao passo que Jenson foi atrapalhado pela poeira de sua 12ª posição do grid e acabou a primeira volta no 14º lugar.

Andando com os pneus ‘prime’, ambos os pilotos foram retidos por Heidfeld no início da prova. Jenson fez seu primeiro pitstop na volta 32, retornando à prova em 15º lugar. A primeira parada de Rubens, poucas voltas depois, foi o momento decisivo de sua corrida, quando ele perdeu tempo em função uma falha no sistema de reabastecimento, que o fez cair para a 19ª posição. Ambos os RA108 voltaram a usar os pneus mais duros da Bridgestone para o segmento intermediário da prova, e ambos fizeram voltas consistentes e rápidas, como já tinha ocorrido em percursos longos nos treinos da sexta-feira.

A segunda e última rodada de pitstops da equipe transcorreu sem problemas, com os pilotos trocando para pneus ‘option’. Jenson parou na volta 52, voltando à prova em 13º lugar; Rubens parou duas voltas mais tarde e andou na 17ª posição até receber a bandeira quadriculada, após 70 voltas.

“Olhando para o final de semana como um todo, fizemos um bom progresso e podemos levar muito daqui”, analisou Jenson. “Infelizmente, a corrida em si foi frustrante. Fiquei encaixotado na curva 1 e patinei muito na saída da curva, o que permitiu que alguns carros me ultrapassassem por fora. Eu consegui ultrapassar o Rubens na volta 3, o que foi legal, mas depois disso eu rapidamente cheguei ao Heidfeld e ali fiquei retido. Ele estava muito forte nas duas últimas curvas, por isso eu não tive chances de ultrapassá-lo na pista, e ele estava em uma estratégia de uma parada. Porém, com a pista livre nosso ritmo estava bom, por isso este fim de semana foi um passo definitivo adiante e eu estou razoavelmente contente com o resultado.”

Rubens, por sua vez, teve um domingo menos satisfatório: Depois de uma boa largada, que me permitiu ganhar quatro posições na primeira volta, infelizmente não foi uma corrida muito empolgante para mim. Decidimos largar com pneus dianteiros usados e traseiros novos, o que mostrou ser um problema, pois o carro ficou sem equilíbrio durante o primeiro trecho da prova. Então, no meu primeiro pitstop tivemos o azar do problema com o sistema de abastecimento, que resultou em um pequeno incêndio e uma grande demora, enquanto abastecíamos o carro usando o sistema de reserva. Depois disso minha corrida acabou na prática, já que a quantidade de bandeiras azuis tornou impossível fazer progresso. Para mim, a corrida em si foi uma para esquecer, realmente.”

“A corrida de hoje jamais seria fácil, por causa de nossas posições de largada”, comentou o chefe da equipe, Ross Brawn. “Desde a primeira volta ambos os pilotos foram presos pelo Heidfeld, que estava em uma estratégia diferente, e isso nos impediu de usar nosso ritmo real. Os novos desenvolvimentos que trouxemos para a Hungria definitivamente nos ajudaram a melhorar o desempenho do carro. Porém, como é sempre o caso, as demais equipes não estão paradas e ainda não temos ritmo suficiente para marcar pontos por mérito próprio.”

Embora o desenvolvimento continue nas bases da Honda Racing F1 Team em Tochigi, Bracknell e Brackley, agora existe um intervalo de três semanas de ação na pista, até o Grande Prêmio da Europa, dia 24 de agosto. A corrida, a ser realizada em um circuito de rua na cidade de Valência, é uma das duas provas novas do calendário deste ano, e ambos os pilotos têm boas expectativas para o desafio.